Cadillac avaliado em mais de R$ 2 milhões é apreendido na casa de policial civil preso em operação da PF
Presos e material apreendido na Operação Unha e Carne são encaminhados à sede da PF no Rio Entre os bens apreendidos pela Polícia Federal na 8ª fase da Operação Unha e Carne está um Cadillac Escalade, carro de luxo avaliado em R$ 2,3 milhões nos modelos mais novos.
As investigações mostram que o veículo pertence ao policial civil José Carlos Alves de Souza Júnior e foi levado para o pátio da sede da PF, na Zona Portuária do Rio de Janeiro.
Segundo as investigações, Júnior, como é conhecido, não aparecia formalmente como sócio ou administrador da maior parte das empresas envolvidas no esquema que usava 96 postos de combustíveis no Grande Rio e na Região dos Lagos para lavar dinheiro.
Apesar disso, os investigadores afirmam que ele exercia o controle de fato sobre parte da estrutura econômica do grupo.
A investigação aponta ainda que o policial usava a mulher como laranja e participava da distribuição de recursos entre integrantes do grupo e agentes públicos.
Cadillac Escalade na chagada à sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, na Praça Mauá Vilson Ferreira/ GloboNews Júnior também é acusado pelos investigadores de ameaçar um ex-sócio que cobrava valores investidos.
Mais cedo, agentes da Polícia Federal encontraram dinheiro dentro de uma adega no apartamento do policial.
Além de José Carlos, outras cinco pessoas foram presas na operação, entre elas Márcio Canella, deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, e Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil.
As investigações apontam a participação de agentes públicos e a existência de articulação política no esquema.
PF encontra dinheiro em adega na casa de preso na Operação Unha e Carne 8 Outros três inspetores da Polícia Civil também foram presos: Christiano Gaspar Fernandes, que também é secretário municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo; Giovanni Gaspar Fernandes; e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.
A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais investigados.
“Confio em Deus e na Justiça e tenho certeza de que tudo será esclarecido”, declarou Márcio Canella sobre a operação.
A defesa de Amim informou que não vai se pronunciar até ter acesso aos autos.
A TV Globo tenta contato com os demais investigados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio de Janeiro.