Na segurança, inteligência pode valer mais que quantidade de câmeras
A corrida para ampliar o número de câmeras de segurança pelo país começa a ganhar uma segunda frente: a inteligência que roda por trás dos equipamentos.
Dois levantamentos da LCA Consultoria indicam que sistemas menores, mas apoiados em inteligência artificial, vêm conseguindo resultados proporcionalmente superiores aos registrados pelo Smart Sampa, maior programa municipal de videomonitoramento do país.
No Paraná, o Olho Vivo opera com 972 câmeras próprias, ante 20 mil equipamentos próprios do Smart Sampa.
Ainda assim, segundo a LCA, sua eficiência por câmera foi 21 vezes maior na localização de foragidos, 43 vezes superior em prisões em flagrante e 108 vezes maior na recuperação de veículos.
O padrão aparece também em Goiás.
O IA Contra o Crime conta com 577 câmeras próprias e, na comparação elaborada pela consultoria, apresentou eficiência por equipamento 38 vezes maior na localização de foragidos, 69 vezes em flagrantes e até 435 vezes superior na recuperação de veículos.
Continua após a publicidade A diferença não permite concluir que mais câmeras sejam desnecessárias nem que os resultados sejam explicados exclusivamente pela tecnologia.
Os programas operam em cidades, estruturas policiais e realidades criminais diferentes.
A própria metodologia da LCA pondera dados de criminalidade e população para tornar os sistemas comparáveis.
Continua após a publicidade Os números, porém, colocam uma nova variável na discussão sobre segurança pública.
Depois de uma fase marcada pela expansão das redes de videomonitoramento, governos começam a disputar também a capacidade de cruzar imagens e bases de dados e transformar o volume captado pelas câmeras em informação útil para a polícia.
Continua após a publicidade Com segurança entre os principais temas da campanha eleitoral, a discussão pode mudar de escala: além de quantas câmeras colocar nas ruas, passa a importar cada vez mais o que os sistemas conseguem fazer com elas.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.