Santa Casa da Capital quer reduzir serviços e leitos para estancar crise
Após frustrar a expectativa de assinar novo contrato para atendimento pela rede pública de Mato Grosso do Sul, a Santa Casa de Campo Grande anunciou que pretende enxugar os serviços e leitos disponibilizados para se adequar ao valor do repasse mensal que foi proposto ontem (14), durante reunião na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.
A Justiça e o Ministério Público Estadual mediam o impasse.
A proposta apresentada pela SES (Secretaria Estadual de Saúde) e Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) foi de cerca de R$ 37 milhões.
A instituição detalhou, durante coletiva de imprensa realizada nesta manhã (15), que terá que reduzir leitos, restringir atendimentos a áreas de saúde prioritárias e pedir a flexibilização de exigências para evitar a paralisação de atendimentos e tentar conter a pior crise financeira que o hospital já viveu.
O passivo supera os R$ 800 milhões.
O superintendente da Santa Casa, Luiz Alberto Hiroki Kanamura, afirmou que os ajustes são estudados e poderão ser apresentados até a próxima terça-feira (20).
"Nossa equipe técnica está trabalhando para [definir] essa restrição de número de serviços e de proporcionalidade de atendimento [...].
A proposta inicial é apresentar uma métrica de que nós nos adequaremos ao orçamento que eles estão nos propondo.
Ou seja, o hospital vai ter leitos que consigam atender esse financeiro que está sendo aportado", disse.
Ainda segundo Kanamura, a proposta ficará de acordo com o que Estado e Município também querem.
"Existe a intenção de que a Santa Casa atenda nas sete áreas da RUE (Rede de Atenção às Urgências e Emergências).
Obviamente tem serviço que a Santa Casa deixará de ter.
O que não estiver na RUE, deixará de ter", acrescentou.
O superintendente adiantou que o hospital não pretende deixar de prestar serviços nos quais é a única referência, em alguns casos, para todo o Mato Grosso do Sul.
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