Brasileiro investigado diz que teve ajuda de consulado para fugir dos EUA
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O brasileiro João Araújo, 57, acusado de crimes ligados a procedimentos de cirurgia plástica nos Estados Unidos , afirma que recebeu ajuda de autoridades brasileiras para fugir da Flórida e chegar ao Rio de Janeiro . As declarações foram publicadas pelo New York Post.
Araújo diz que cortou a tornozeleira eletrônica e deixou os EUA em 1º de agosto. Ele afirma que viajou de barco até Bimini, nas Bahamas , seguiu para Nassau, passou pelo Panamá e, depois, chegou ao Rio.
"Como servi às Forças Armadas, eu testava esse monitor [de tornozelo] o tempo todo para verificar seu alcance; fui ao aeroporto várias vezes", disse em entrevista ao podcast The Bad Decisions.
O acusado declarou ter recebido apoio do consulado brasileiro em Miami, da Polícia Federal e da embaixada brasileira. "Qualquer idiota sabe como sair dos Estados Unidos. Tive todo o apoio do consulado brasileiro", disse.
Araújo respondia a 14 acusações na Flórida, incluindo furto, fraude e exercício ilegal da medicina . Ele havia entregue seu único passaporte brasileiro como condição para responder ao processo em liberdade. No entanto, obteve um documento novo para realizar viagens internacionais.
O brasileiro ficou conhecido como Dr. Frankenstein após ser acusado de mutilar pacientes e roubá-los. Ex-pacientes relataram que ele os deixou com deformações decorrentes de procedimentos malfeitos de lipoaspiração, preenchimento e tratamentos a laser. Araújo alega, porém, ter sido vítima de perseguição política por parte do governo Trump por conta de um conflito pessoal com um representante do Departamento de Estado.
A esposa de Araújo, a ex-modelo Amanda Ungaro , é ligada ao criminoso sexual Jeffrey Epstein . Segundo o New York Post, Amanda diz possuir informações secretas sobre a primeira-dama dos EUA, Melania Trump . Amanda deixou os EUA voluntariamente no ano passado, após ser detida por autoridades de imigração por permanecer no país com o visto vencido.
O Ministério das Relações Exteriores não confirmou nem negou ter prestado assistência ao brasileiro. Em nota, a pasta afirmou que não divulga informações pessoais de cidadãos que pedem assistência consular nem comenta pedidos ou emissão de documentos.
O Itamaraty também declarou que a emissão de passaportes segue a legislação brasileira e depende da análise da autoridade consular. A pasta acrescentou que o controle de fronteiras nos EUA não é atribuição do governo brasileiro.
A Constituição brasileira restringe a extradição de brasileiros natos, o que pode dificultar o retorno de Araújo aos EUA para julgamento. A reportagem afirma que o consulado brasileiro em Miami não respondeu aos pedidos de comentário.
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Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que eventual ajuda de diplomatas a um fugitivo poderia configurar violação das regras diplomáticas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.