Trump destinou US$ 750 milhões a terras raras em Goiás enquanto Flávio defendia fornecimento aos EUA
O governo de Donald Trump colocou as terras raras brasileiras no centro de uma operação bilionária dos Estados Unidos que inclui US$ 565 milhões em financiamento para a mina Serra Verde, em Goiás, e um aporte de US$ 750 milhões do Pentágono a uma estrutura criada para comprar sua produção por 15 anos.
Enquanto Washington avança sobre esse mercado estratégico, Flávio Bolsonaro (PL) apresenta o Brasil como solução para reduzir a dependência americana da China.
Um documento de 22 páginas com a marca de sua campanha propõe um sistema de fornecimento do minério aos EUA, embora o autor afirme ter elaborado o plano por iniciativa própria.
O negócio bilionário em Goiás A Serra Verde fica em Minaçu, no norte de Goiás, e é a única mina de terras raras em operação no país.
Em 2025, a DFC, uma agência de financiamento do governo americano, aprovou um empréstimo de US$ 465 milhões (R$ 2,3 bilhões) para a mina, segundo a Bloomberg Línea.
Depois, o valor foi ampliado para US$ 565 milhões.
Em 2026, a Serra Verde foi vendida à empresa americana USA Rare Earth por cerca de US$ 2,8 bilhões, segundo o Poder360.
O pagamento envolveu dinheiro e ações.
O negócio foi concluído em setembro .
O Pentágono, que o governo Trump rebatizou de Departamento de Guerra, também entrou no negócio.
Em 24 de agosto de 2026, o órgão anunciou US$ 750 milhões (R$ 3,75 bilhões) para um veículo de investimento criado para comprar 100% da produção da primeira fase da Serra Verde por 15 anos, segundo a Agência Pública.
O pacote inclui ainda um compromisso de compra do governo americano de ao menos US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) em cinco anos, segundo comunicado da USA Rare Earth à SEC .
O minério de Goiás já tem comprador garantido antes de sair do chão.
Em março de 2026, os EUA assinaram um memorando com o governo de Goiás.
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