EUA avaliam flexibilizar sanções a navios de frota paralela em Ormuz
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia flexibilizar as sanções contra embarcações da chamada “frota paralela”, utilizadas para transportar petróleo e derivados de países como Rússia, Irã e Venezuela.
O objetivo é reduzir as tarifas globais de frete, que atingiram níveis recordes, segundo uma autoridade americana ouvida pela Reuters nesta quarta-feira (14).
As discussões ocorrem dias depois de Trump suspender temporariamente as sanções ao diesel russo , medida que provocou críticas do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de países europeus e de alguns senadores republicanos nos Estados Unidos.
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As novas negociações se concentram na possibilidade de os Estados Unidos autorizarem o transporte de “petróleo legal” em navios anteriormente sancionados, afirmou a autoridade americana.
A proposta envolveria petróleo bruto e derivados que não estão sujeitos a sanções de Washington, diferentemente do petróleo russo e iraniano , que permanece sob medidas restritivas.
O objetivo é permitir que mais petróleo bruto e produtos refinados deixem a região do Golfo, acrescentou a autoridade.
Governo discute autorização para uso de embarcações sancionadas O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou nesta semana, em um vídeo apresentado ao Congresso Mundial do Petróleo, em Riade, que o governo discutia flexibilizar as sanções contra navios da “frota paralela”.
Segundo o grupo de pesquisa Energy Aspects, a iniciativa busca reduzir os custos recordes de transporte marítimo, que têm prejudicado a demanda pelo petróleo bruto americano.
Trechos da apresentação foram divulgados nas redes sociais, mas a Reuters informou que não conseguiu obter o vídeo completo nem uma transcrição.
O Departamento de Energia dos Estados Unidos afirmou que o material não estava disponível.
Empresas interessadas em utilizar as embarcações sancionadas teriam de solicitar autorização ao Departamento do Tesouro americano, segundo a autoridade ouvida pela Reuters.
O Departamento de Energia afirmou que qualquer medida para aliviar as sanções à frota não ajudaria a Rússia a transportar petróleo ou derivados.
O Departamento do Tesouro encaminhou os questionamentos à pasta de Energia.
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