Do laboratório ao resultado do exame: como a IA e a robótica estão acelerando os diagnósticos
Por trás de um resultado de um exame diagnóstico que chega cada vez mais rapidamente às mãos do paciente, há uma sequência de etapas que precisam ser orquestradas de forma segura, responsável e atualizada de acordo com os mais recentes parâmetros científicos.
Qualquer falha nas fases de identificação de amostras, transporte, preparação, processamento, interpretação e liberação pode comprometer o diagnóstico.
É nesse circuito, quase invisível ao paciente, que a tecnologia entra de forma decisiva.
Laboratórios vêm automatizando tarefas repetitivas e integrando processos que, durante décadas, dependeram de uma série de intervenções manuais.
O movimento acompanha a expansão de um segmento que já movimenta bilhões.
Em 2025, o mercado de automação global total de laboratórios foi avaliado em 6,58 bilhões de dólares e deve chegar a 9,83 bilhões até 2031, de acordo com dados da consultoria Mordor Intelligence.
O Brasil segue essa tendência, com investimentos em plantas equipadas com estruturas modernas que reorganizam o fluxo das análises clínicas.
“O futuro é, cada vez mais, desenhado com centros automatizados que possuem um cérebro que otimiza o processo de ponta a ponta, permitindo que o profissional da saúde dedique mais tempo e atenção a outras análises mais estratégicas e complexas”, defende Ana Tuñon, diretora comercial de laboratórios da Roche Diagnóstica Brasil.
A companhia é parceira da Dasa, empresa líder de medicina diagnóstica no Brasil, que acaba de inaugurar seu Núcleo Técnico-Operacional (NTO) em Brasília com capacidade de mais de 5 milhões de exames.
A iniciativa deve aumentar em 30% a produtividade na região até 2034 e tem o objetivo de beneficiar não somente o DF, já que a estrutura tem capacidade de atender cerca de 400 municípios.
Lá, mais de 95% dos potenciais exames do mundo estão disponíveis localmente no núcleo, que reúne cerca de 200 profissionais.
Leonardo Vedolin, vice-presidente médico e de operações da Dasa, conta que a planta produtiva de 5 mil metros quadrados tem uma arquitetura feita sob medida, com menos módulos operacionais, diferentes plataformas integradas e robôs que organizam amostras.
A parceria com a Roche, de acordo com o executivo, faz parte de uma estratégia que vai além da aquisição de equipamentos, e sim, de transformação no setor.
"O salto de capacidade é resultado direto do parque tecnológico instalado: o novo prédio tem automação de ponta que reduz intervenção manual, padroniza rotinas e sustenta ganho de escala sem abrir mão da qualidade analítica”, explica Vedolin.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.