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Milton Leite depõe à Polícia: 'Não integro, não financio, não apoio, não tenho ligação com PCC'

UOL Notícias ·
Milton Leite depõe à Polícia: 'Não integro, não financio, não apoio, não tenho ligação com PCC'

O ex-vereador Milton Leite (União Brasil), preso desde 18 de setembro sob suspeita de manter ligação com um esquema do PCC no setor do transporte público de São Paulo, afirmou à Polícia Civil que "não é dono de fato, nem sócio oculto ou beneficiário" de empresa de ônibus da capital. Alvo principal da Operação Vectura Corrupta, Milton Leite depôs nesta quinta, 15, na Delegacia Seccional de Polícia de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ao delegado Fabrício Intelizano, que conduz o inquérito, ele negou "de forma categórica" os fatos que lhe são atribuídos. "Não integro, não financio, não apoio e não tenho qualquer ligação com a facção PCC ou qualquer outra organização criminosa."

Milton Leite está preso na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes há quase um mês. Nesta quinta, 15, o juiz Nélson Augusto Bernardes de Souza, da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, prorrogou por 30 dias o prazo da prisão temporária do ex-vereador e de outros 12 investigados da Operação Vectura Corrupta.

A investigação diz que Milton Leite é citado nominalmente diversas vezes como responsável direto pela operação de algumas das empresas controladas pelo PCC. Uma delas seria a Transwolff. Ele nega. "Não sou beneficiário da Transwolff ou de qualquer outra concessionária de transporte público de São Paulo", afirmou Leite. "Apenas mantive relação institucional como vereador com essa empresa."

Segundo ele, em 2019 o então prefeito Bruno Covas o "indicou" para fazer a interface da prefeitura com o setor de transporte público da capital e o sindicato dos condutores de ônibus da cidade de São Paulo. "Participei de diversas reuniões de trabalho com dirigentes das empresas de transporte e também com dirigentes dos sindicatos das categorias de motoristas e cobradores", declarou.

Milton ocupou cadeira no Palácio Anchieta, sede do Legislativo municipal, por sete mandatos e presidiu a Câmara por seis anos. Ele declarou que uma empresa sua, a Neumax, é locadora de um terreno com construção que se encontra alugado para a Transwolff. "Atualmente, a locação é paga pela SP Transportes, interventora do contrato da Transwolff."

O ex-vereador disse que não conhece os outros investigados da Operação Vectura Corrupta, como José Daniel Satilite e Cícero José dos Santos Filho. Afirma também não ter conhecimento da razão pela qual seu nome foi mencionado em conversas de Satilite e Cícero sobre "substituição de empresas de ônibus". Reiterou que "nunca teve contato pessoal, ou através de mensagens ou ligações telefônicas" com os dois.

Segundo Milton, em julho de 2024, ainda como vereador, a Prefeitura o instou a atuar na mediação de uma greve de motoristas e cobradores.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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