quinta-feira, 15 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
› Milhares de colombianos protestam contra cortes e reformas do governo Espriella› Medo de recessão: 74% dos norte-americanos desaprovam condução econômica de Trump› Trump diz guerra contra Irã terminará ‘muito em breve’; alta dos preços pressiona governo› Aprovação de Keiko Fujimori despenca 14,5 pontos, mostra pesquisa› Elon Musk afirma que ‘está na hora de Zelensky ir’› Moscou acusa Zelensky de contrariar esforços de Trump e impedir negociações de paz› Governo Milei eliminou mais de 370 mil empregos formais na Argentina› OpenAI alerta PF sobre ameaças de morte a Lula no ChatGPT› Das redes sociais para as ruas: como fandoms de K-pop impulsionam campanha para reeleger Lula› China e Coreia do Norte inauguram nova ponte que interliga países e aprofundam laços econômicos› Milhares de colombianos protestam contra cortes e reformas do governo Espriella› Medo de recessão: 74% dos norte-americanos desaprovam condução econômica de Trump› Trump diz guerra contra Irã terminará ‘muito em breve’; alta dos preços pressiona governo› Aprovação de Keiko Fujimori despenca 14,5 pontos, mostra pesquisa› Elon Musk afirma que ‘está na hora de Zelensky ir’› Moscou acusa Zelensky de contrariar esforços de Trump e impedir negociações de paz› Governo Milei eliminou mais de 370 mil empregos formais na Argentina› OpenAI alerta PF sobre ameaças de morte a Lula no ChatGPT› Das redes sociais para as ruas: como fandoms de K-pop impulsionam campanha para reeleger Lula› China e Coreia do Norte inauguram nova ponte que interliga países e aprofundam laços econômicos
Últimas

O homem que foi a encarnação da literatura e virou uma enciclopédia

Veja ·
O homem que foi a encarnação da literatura e virou uma enciclopédia

“Meu Deus, esse sujeito precisa ser lido com uma enciclopédia do lado.” Essa foi a minha reação ao ler Jorge Luis Borges pela primeira vez, lá no início da faculdade, em meio à sensação de espanto e fascínio despertada pelos contos de O Aleph.

Não estava sozinho nessa.

Como descobri nas veredas que se bifurcam em sua obra (e naquilo que escreveram sobre ela), o autor argentino suspendeu fronteiras – literárias, históricas, culturais… -, implodiu o limite entre ficção e realidade e concebeu um mundo singular que se estende dos arrabaldes portenhos à biblioteca de Babel.

Um mundo habitado por gente de memória assustadoramente prodigiosa e novos autores do Dom Quixote.

Um mundo forjado à base de mitos, símbolos, citações e referências mil, autênticas ou inventadas, que nos condena a não saber mais onde termina a literatura e começa a vida – e vice-versa.

Se o sertão de Guimarães Rosa era o dicionário, o labirinto de Borges é a enciclopédia – do Aleph ao Zahir.

Daí o sonho de muitos leitores e estudiosos ter sido realizado com a publicação de Borges Babilônico , obra lançada pela Companhia das Letras que reúne mais de mil verbetes e 70 colaboradores e agora, nos 40 anos da morte do escritor, ganha versão revista e ampliada.

Continua após a publicidade Nesse trabalho titânico encabeçado pelo professor Jorge Schwartz , nome incontornável na pesquisa sobre a literatura latino-americana, o universo de Borges é destrinchado em ordem alfabética para dar conta da profusão de personagens, termos, autores, conceitos e episódios pessoais caros à biografia e à criação borgiana.

Borges Babilônico, organização de Jorge Schwartz, Companhia das Letras, 608 páginas Capa: Cia das Letras/Reprodução Um catatau de mais de 600 páginas que ajuda a trilhar os caminhos (por vezes, enigmáticos) de seus contos, poemas e ensaios, e que, como sugere o organizador, também pode ser lido de forma linear, de verbete em verbete, um convite a explorar e se perder no labirinto de Borges.

Continua após a publicidade Mas deixemos quem esteve à frente desta enciclopédia, alguém que teve o privilégio de estar lado a lado com Borges, nos falar sobre esse homem que, de certa forma, encarnou, ele mesmo, a literatura.

Com a palavra, Jorge Schwartz.

Borges com o professor Jorge Schwartz, da USP, em visita do autor argentino a São Paulo em 1984 Foto: Acervo pessoal/Reprodução Continua após a publicidade O que a obra de Jorge Luis Borges tem que nenhuma outra obra literária tem? Tem Borges! Muito diferente da literatura anterior e posterior a ele, especialmente a tradição literária argentina.

Um estilo de uma precisão inigualável, herdeira da sintaxe anglo-saxônica da avó paterna, Fanny Haslam.

Ler a notícia completa no Veja ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

Mais de Veja

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›