Os cuidados da Caixa ao negociar com o Corinthians
Bastou surgir, na manhã desta sexta-feira, a informação de que, à tarde, Caixa Econômica Federal e Corinthians emitiriam nota conjunta para a boataria tomar conta e surgirem críticas apressadas a acordo que não houve.
CEF e SCPP seguem na mesa de negociação e há sim otimismo, quase certeza, de ambos os lados, de que haverá acordo satisfatório para ambas as partes.
A CEF já concedeu um alívio para o pagamento da dívida de 640 milhões, e considera que se o estádio hoje vale quase 2 bilhões foi porque teve o respaldo do banco público para construi-lo.
Por outro lado, existe a consciência de que o tamanho e a fidelidade da torcida corintiana são ativos interessantes para quaisquer empreendimentos que atuem no mercado.
O fato de a iniciativa da Gaviões da Fiel ter resolvido 8% da dívida não só impressionou técnicos da CEF como há impressão de que se já existisse o Pix parcelado a campanha teria sido ainda mais bem-sucedida.
Daí também o otimismo em torno de acordo bom para todos, com o cuidado de não entrar na conta de bondade eleitoral.
Se é natural que a direção do clube tenha pressa, afinal é a quarta diretoria a se envolver nas negociações, mais natural ainda é o cuidado dos profissionais da CEF em só dar passos seguros e rigorosamente legais e éticos.
Se atrair a simpatia da Fiel é bom negócio para qualquer empreendimento, conseguir a da Nação rubro-negra também é — e sabe-se como a CEF agiu com firmeza e transparência quando das negociações sobre o estádio do Flamengo, no Gasômetro, até que se chegasse a bom termo.
A ideia principal na mesa é a de 15 anos de direito de exploração do estádio em Itaquera, além de parcerias entre CEF e Corinthians, mas a bola ainda está na marca do pênalti à espera da decisão final do VAR.
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