Fase do Palmeiras abafa SAF do Vasco e ajuda Leila e Lamacchia no Conselho
A oposição do Palmeiras cobra a saída de José Roberto Lamacchia do Conselho Deliberativo do clube após a Justiça do Rio confirmar, no mês passado, a empresa de seu filho, Marcos Lamacchia, como compradora da SAF do Vasco.
O grupo também pede que o Conselho Deliberativo (CD) e o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) reforcem os mecanismos de proteção dos dados operacionais do Palmeiras. A oposição teme que informações estratégicas do clube fiquem vulneráveis diante do envolvimento da família Lamacchia na aquisição do Vasco.
O assunto ganhou espaço nos bastidores do Conselho, mas a boa fase do Palmeiras ajuda a tirar o foco da questão. A equipe está a um empate da final da Libertadores, disputa ponto a ponto a liderança do Brasileirão e está na semifinal da Copa do Brasil.
A oposição do Palmeiras estima ter cerca de 100 aliados entre os 295 integrantes do Conselho Deliberativo do clube, mas ainda não tem força para fazer frente à presidente Leila Pereira.
Desde que chegou ao clube, Leila mantém o controle da maioria do Conselho e já adotou medidas contra conselheiros que questionaram suas decisões. Integrantes do órgão, por exemplo, ficaram sem ingressos gratuitos após pedirem esclarecimentos sobre o uso do avião da mandatária pelo Palmeiras.
Agora, o sorteio da Copa do Brasil colocou Palmeiras e Vasco frente a frente na semifinal. Na avaliação de integrantes da oposição, o confronto pode aumentar o desgaste da família Lamacchia no clube paulista, principalmente se o time de Abel Ferreira for eliminado pelo rival carioca. O resultado poderia ampliar a insatisfação de conselheiros com a participação da família na aquisição do Vasco.
A ligação financeira entre os dois clubes já existe. A Crefisa, liderada por Leila e José Roberto Lamacchia, deu aval bancário e foi garantia financeira para o Vasco viabilizar a contratação do volante argentino Santiago Sosa ao Racing. Hoje, o jogador é um dos pilares da equipe.
A Almirante, empresa criada para a aquisição, é comandada por Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira e filho de José Roberto Lamacchia. O casal é dono da Crefisa, que emprestou dinheiro ao Vasco enquanto o clube, em recuperação judicial, buscava um investidor. Quando a negociação se tornou pública, no fim de 2025, a versão oficial era de que a empresa pertencia a Marcos e havia sido criada com recursos dele.
No entanto, o UOL revelou que os documentos mostram que a Almirante nasceu em março de 2024 com outro nome, Top Gol, já com o objetivo de investir em SAFs. Suas sócias eram duas empresas controladas por uma terceira, cujos acionistas eram José Roberto Lamacchia e Leila Pereira. Em abril de 2024, Leila saiu da estrutura societária, que passou a ter só o marido no topo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.