VÍDEO registra 'dança' de 4 baleias-francas durante acasalamento incomum em SC: 'Como uma valsa'
Vídeo registra acasalamento raro de quatro baleias-francas em SC Um vídeo gravado por um fotógrafo na Praia da Ribanceira, em Imbituba, no Sul de Santa Catarina, registrou o acasalamento de quatro baleias-francas (veja o registro acima).
O flagrante é incomum, já que esses animais costumam chegar à costa catarinense principalmente para dar à luz e criar os filhotes, segundo especialistas. 🐳 A reprodução das baleias-francas é poliândrica, ou seja, o acasalamento ocorre com diversos machos cortejando uma única fêmea, que tenta evitar a cópula posicionando-se na superfície com o ventre para cima. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp VÍDEO: sobrevoo cataloga 90 baleias-francas em uma única cidade de SC no mesmo dia O registro foi feito no dia 7 de setembro.
De acordo com a bióloga Karina Groch, diretora de pesquisa do ProFRANCA/Instituto Australis, a ocorrência nesta época da migração é o que torna o flagrante atípico.
A temporada de baleias-francas geralmente vai de julho a novembro, com picos de avistamentos entre agosto e setembro.
"É muito difícil ter esses grupos de acasalamento.
Eles são mais comuns no início da temporada, em julho e até o início de agosto.
Esse ano estava bastante atípico, porque a gente quase não teve baleias, grupos assim registrados lá no início", relata a bióloga.
A especialista aponta que a vinda do grupo para acasalar pode estar relacionada a variações nas condições climáticas registradas ao longo do ano.
"Neste ano, a gente está com uma série de condições climáticas diferentes que talvez estejam influenciando a própria presença das baleias aqui.
A gente sabe que oscilações de temperatura na superfície da água lá na região Antártica interferem na disponibilidade de alimento para as baleias e isso acaba tendo relação com a vinda delas para cá", afirma.
O ritual da 'dança' no mar O fotógrafo Marcelo Langon, especialista em registrar a espécie e autor das imagens, comenta que o acasalamento pode durar dias.
Nesse período, os machos perseguem as fêmeas receptivas.
"Ela, por sua vez, passa o tempo todo fugindo das investidas dos machos e assim elas passam girando, girando e girando como se estivessem dançando uma valsa", descreveu o fotógrafo.
O ritual de acasalamento exige grande esforço físico dos animais devido à movimentação constante, como uma espécie de dança.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Santa Catarina.