Produção de algodão colorido verde em Itatuba, na PB, é pioneira no país e exportada para a Europa
Paraíba começa a produzir algodão colorido verde em Itatuba, no Agreste Reprodução/Empaer A Paraíba começou a colher algodão colorido verde no reassentamento Acauã, em Itatuba, no Agreste do estado.
A produção é pioneira no país e faz parte do projeto Algodão Paraíba, iniciativa que incentiva o cultivo agroecológico por agricultores familiares e garante a comercialização da matéria-prima.
A produção é adquirida pela empresa espanhola Organic Cotton Colours (OCC), que fabrica roupas e tecidos com algodão orgânico.
Por ter coloração natural, a fibra pode ser utilizada na indústria têxtil sem a necessidade de tingimento artificial, reduzindo o uso de produtos químicos nesse processo.
Segundo Paulo Emílio, gerente regional da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer) em Itabaiana, o projeto beneficia mais de 70 famílias da agricultura familiar na região.
A expectativa é produzir cerca de 30 toneladas de algodão colorido agroecológico nos cinco municípios atendidos pela iniciativa.
Agora no g1 Algodão colorido gera renda e segurança alimentar Algodão colorido gera renda e segurança alimentar Reprodução/Empaer Além de comercializar a fibra, os agricultores cultivam alimentos na mesma área, em um sistema conhecido como consórcio de culturas.
Entre os produtos plantados estão milho, feijão, fava, gergelim, abóbora e amendoim.
A estratégia permite que as famílias obtenham renda com a venda do algodão e, ao mesmo tempo, garantam alimentos para o próprio consumo e para comercialização.
O trabalho também é organizado de forma coletiva, com grupos de agricultores que compartilham as atividades de preparo do solo, plantio e manejo das lavouras.
Segundo o gerente regional, a colaboração ajuda a diminuir os custos de produção.
O projeto conta com assistência técnica e extensão rural da Empaer, que orienta os produtores durante o cultivo.
Outro diferencial é a comercialização antecipada: as empresas compradoras estabelecem contratos com os agricultores antes do plantio, com definição de preço e quantidade.
“Então, o agricultor planta sabendo por quanto vai vender, esse preço não tem variação, porque assinou o contrato”, disse o gerente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraíba.