Defesa abandona julgamento e Justiça decreta prisão dos acusados de matar jovens em área de conflito agrário em RO
A Justiça de Rondônia decretou a prisão preventiva de quatro dos cinco acusados de envolvimento nas mortes de Ruan Lucas Hildebrandt, de 18 anos, e Alysson Henrique de Sá Lopes, de 23 anos.
A decisão foi tomada após o julgamento ser suspenso porque os advogados de defesa dos réus abandonaram a sessão realizada nesta segunda-feira (14), em Ariquemes (RO). ➡️O corpo de Alysson foi encontrado carbonizado dentro de um veículo próximo a uma fazenda na zona rural de Cujubim (RO).
Já o corpo de Ruan Lucas nunca foi localizado.
Os crimes ocorreram entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2016 O Ministério Público de Rondônia (MP-RO), que atua no caso, pediu a prisão preventiva dos réus, enquanto não ocorre outro julgamento, para "garantir a aplicação da lei penal e a instrução criminal".
Tiveram a prisão decretada os réus Rivaldo de Souza, Moisés Ferreira de Souza, Jonas Augusto dos Santos Silva e Sérgio Sussumi Suganuma, então presidente da Associação Rural de Ji-Paraná.
Além disso, a Justiça determinou que eles arquem com os custos e as despesas decorrentes do cancelamento da sessão.
O proprietário da fazenda, Paulo Iwakami, não participou do julgamento por questões de saúde.
O processo dele foi desmembrado, será analisado separadamente, e o réu não teve a prisão decretada.
Esta não é a primeira tentativa de finalizar o caso Em agosto de 2017, uma sessão foi suspensa após a ausência de um dos advogados de defesa.
Dois meses depois, em outubro, os acusados chegaram a ser julgados em Ariquemes, mas a decisão foi posteriormente anulada.
Agora no g1: Agora no g1 Entenda o caso De acordo com o processo, um fazendeiro de Cujubim (RO), contratou um grupo de segurança privada clandestina para proteger sua fazenda após duas reintegrações de posse.
Em ambas as ocasiões, grupos de sem-terra foram retirados do local, mas retornaram posteriormente.
O proprietário da fazenda ofereceu R$ 105 mil a um amigo para efetuar o trabalho, e este ficou responsável por contratar policiais militares para proibir a aproximação ou a entrada dos sem-terra na localidade.
No dia 1º de fevereiro de 2016, o corpo de uma pessoa foi encontrado carbonizado dentro de um automóvel incendiado, no mesmo local do desaparecimento dos jovens.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rondônia.