Ibovespa fecha em forte queda, com eleições e inflação nos EUA no foco; dólar vai a R$ 5,09
O Ibovespa, principal índice de ações brasileiro, teve mais um pregão de volatilidade e fechou em queda acentuada, após flertar com a estabilidade, enquanto o dólar avançou a mesma intensidade.
Investidores estão recalibrando as expectativas para a reta final da corrida presidencial, em meio ao empate técnico confirmado na nova pesquisa Quaest, à expectativa pela sabatina de Luiz Inácio Lula da Silva na TV Globo e à aprovação da PEC do fim da escala 6x1 no Senado.
No cenário internacional, dados de inflação nos Estados Unidos acima das projeções não chegaram a pressionar os ativos de risco por lá, mas pesou sobre as ações brasileiras, que operou descolada das bolsas de Nova York.
O Ibovespa caiu 1,06%, aos 204.324 pontos.
Na mínima do dia, foi a 203.110 pontos.
A cotação do dólar subiu 1,2%, a R$ 5,09.
Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 1,1%, S&P 500 teve leve alta de 0,3% e o Nasdaq fechou estável.
O petróleo tipo Brent, referência global e brasileira de preço, recuou, mas segue acima dos US$ 105, o barril.
A disputa presidencial aparentemente estabilizada e os desdobramentos da agenda política em Brasília frearam o rali recente da B3, mantendo o mercado em compasso de espera pelas definições eleitorais marcadas para o próximo dia 25 de outubro.
Vale (VALE3) e pares caem com recuo do minério de ferro Ações da Magazine Luiza (MGLU3) sobem com acordo entre varejista e Shopee Para Antonio Patrus, CEO da Bossa Invest, os números da Quaest aumentam a cautela dos investidores, principalmente em relação às perspectivas fiscais e econômicas para os próximos anos.
Ao mesmo tempo, a inflação persistente nos Estados Unidos alimenta incertezas sobre a trajetória dos juros pelo Federal Reserve (Fed), influenciando o fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes como o Brasil.
"O cenário exige cautela, mas não altera necessariamente as perspectivas de longo prazo da bolsa.
A combinação entre estabilidade fiscal, redução dos juros e ganhos de produtividade será fundamental para sustentar a valorização das empresas.
No caso da nova jornada, o diferencial estará na capacidade de cada companhia de absorver custos sem comprometer sua competitividade e rentabilidade", diz ele.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.