Esquerda espanhola não consegue se unir e reduz chances de seguir no poder
MADRID, 17 Out (Reuters) – Os partidos de esquerda da Espanha apresentaram neste sábado listas de candidatos separadas para uma eleição antecipada, após o fracasso das negociações para um pacto nacional, o que reduziu as chances do primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez de permanecer no poder à frente de uma coalizão de esquerda.
O sistema eleitoral espanhol desfavorece os partidos menores que concorrem separadamente, especialmente nas províncias menos populosas, onde há menos cadeiras disponíveis.
Leia também: Polícia italiana entra em confronto com manifestantes em Milão e Bolonha Essa divisão também pode desmoralizar os eleitores de esquerda, que os organizadores esperavam mobilizar em torno dos protestos por moradia e do temor à extrema direita.
A Frente Ampla, uma plataforma composta por vários partidos representados no governo minoritário, e o outro principal partido da esquerda radical, o Podemos, vinham discutindo publicamente sobre os cargos de liderança nas listas conjuntas de candidatos para a eleição de 29 de novembro em Madri e Barcelona, os maiores distritos eleitorais.
As animosidades de longa data entre ex-camaradas que se tornaram rivais não ajudaram.
“Esses últimos dias foram muito difíceis… algumas pessoas ficarão decepcionadas hoje, e por isso peço desculpas”, disse Ada Colau, ex-prefeita de Barcelona e líder da Frente Ampla, no evento de lançamento de sua plataforma em Madri.
Leia também: Lagarde diz que choque de energia é “grande demais para ser ignorado” O Podemos, cuja principal candidata é a ex-ministra da Igualdade Irene Montero, havia proposto primárias abertas para determinar as posições dos candidatos nas listas conjuntas.
Mas a Frente Ampla recusou, argumentando que havia pouco tempo, e quis que seus próprios candidatos preferidos liderassem as listas em Madri e Barcelona.
Leia também: FMI pede apoio em meio a impactos de guerras e a riscos da “inteligência avançada” O Podemos firmou então um acordo separado com a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), que defende a independência da Catalunha. (Reportagem de David Latona) The post Esquerda espanhola não consegue se unir e reduz chances de seguir no poder appeared first on InfoMoney .
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