Aposentadoria aos 67 anos e BPC menor: o plano de Armínio Fraga para a Previdência
Menos de sete anos depois da reforma da Previdência de 2019, um grupo de economistas voltou a colocar mudanças profundas nas aposentadorias e benefícios sociais no centro do debate.
Organizada com apoio do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e coordenada pelo economista Paulo Tafner , a proposta prevê elevar a idade mínima da aposentadoria para 67 anos para homens e mulheres, permitir que o Benefício de Prestação Continuada (BPC) fique abaixo do salário mínimo e aumentar a contribuição previdenciária dos microempreendedores individuais.
Armínio Fraga é um dos principais nomes do pensamento neoliberal no Brasil.
Ex-executivo do fundo de George Soros e presidente do Banco Central no governo FHC, tornou-se crítico recorrente das políticas sociais e econômicas dos governos petistas, geralmente defendendo cortes de gastos e novas reformas como resposta para o “equilíbrio das contas públicas”.
Também participaram da elaboração Leonardo Rolim, ex-presidente do INSS durante o governo Jair Bolsonaro, Bernardo Schettini, Rogério Nagamine Costanzi e Sergio Guimarães Ferreira.
Nenhuma dessas mudanças está em vigor.
O plano não é uma proposta do governo Lula e ainda não tramita no Congresso.
Porém, o grupo já elaborou uma minuta de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e pretende apresentar o projeto aos candidatos à Presidência da República.
Aposentadoria aos 67 anos A proposta elevaria gradualmente para 67 anos a idade mínima da aposentadoria, igualando homens e mulheres e também trabalhadores urbanos e rurais .
Atualmente, pela regra geral, homens se aposentam aos 65 anos e mulheres aos 62.
No campo, as idades mínimas são de 60 anos para homens e 55 para mulheres.
A mudança ocorreria aos poucos, com acréscimo de seis meses por ano.
Na área urbana, os homens chegariam aos 67 anos antes das mulheres.
Para os trabalhadores rurais, a transição seria ainda mais longa.
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