Vazamentos parciais acirram disputa entre grupos da PF
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Vazamentos parciais de investigações ajudaram a empurrar narrativas diferentes nas últimas semanas e expuseram uma disputa interna que envolve grupos ligados à Polícia Federal e gabinetes no Supremo Tribunal Federal, avaliam José Roberto de Toledo e Thais Bilenky no A Hora , do Canal UOL .
O tema é um dos destaques do episódio desta semana do A Hora, podcast de notícias do UOL com os jornalistas Thais Bilenky e José Roberto de Toledo , disponível nas principais plataformas. Ouça aqui .
Eles citam que o noticiário passou por ondas: primeiro, vazamentos sobre o caso Master, que atingiram diretamente Flávio Bolsonaro; depois, Lulinha ganhou destaque em trackings de redes sociais, também associada a vazamentos.
A gente está vendo um filme que nós já assistimos em outras eleições e até fora das eleições, que é aquele problema de todo vazamento: ele nunca vem na totalidade. Sempre vem por um lado, enfatizando algumas coisas, omitindo outras. Isso conduz a chamada narrativa num determinado caminho. José Roberto de Toledo
Para Toledo, o ponto central não é só quem vazou, mas o efeito de recortes de informação que chegam ao público sem o conjunto de dados, bases e contraprovas. Ele diz que esse tipo de divulgação tende a criar "cortina de fumaça" no período eleitoral.
Como é que você faz uma investigação de fato? Você esclarece tudo, faz contraprovas, oferece todos os pontos de vista divergentes para saber se aquilo vai parar em pé quando chegar na mão do juiz ou não. E tudo aquilo que não tem, que você apurou, que você provavelmente nem vai usar no seu relatório final, você vaza. Se você quer ter um objetivo político, você vaza aquilo que vai criar uma cortina, uma fumaça. José Roberto de Toledo
Thais Bilenky relata que a tensão também aparece na relação entre o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o ministro André Mendonça, do STF. Segundo ela, há pressão para que os dois se encontrem e "restabeleçam a relação" após atritos em torno do conteúdo de investigações e do fluxo de informações.
Tem uma disputa que está explodindo, justamente pelo conteúdo dessa investigação e também a do Master. Inclusive, tem uma pressão muito grande para que o André Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, se encontre e restabeleça a relação com o André Mendonça, porque a situação ficou muito tensa de fato. Thais Bilenky
Ela também afirma que os dois casos citados no programa tramitam no gabinete de Mendonça e que, por isso, surgiram questionamentos sobre por que um deles seguiu em evidência com novos vazamentos enquanto o outro perdeu espaço no noticiário.
Bilenky detalha ainda que Mendonça tem policiais federais cedidos como assessores no gabinete e diz que isso não é inédito no STF. Ela cita que o ministro Alexandre de Moraes também nomeou um delegado como assessor em 2025.
Ao falar sobre o caso Lulinha, Bilenky descreve que há três inquéritos e menciona a presença de personagens como Roberta Luxinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.