Na InvestRS, atrair investimento é engrenagem em uma máquina maior
Eduardo Lorea, VP da InvestRS e convidado do podcast MVP #122 | Foto: Startups Ter uma agência de fomento ao investimento não é novidade para nenhum estado brasileiro.
Minas Gerais tem a dela há décadas, São Paulo há cerca de 15 anos, o Paraná há uns oito.
A InvestRS , com menos de dois anos, é uma das caçulas, e a aposta dela é que o diferencial não está na agência, e sim no que já existia em volta quando ela nasceu.
“A InvestRS é uma empresa privada de finalidade pública.
Ela tem a mesma natureza jurídica do sistema S, do Sebrae e assim por diante”, explica Eduardo Lorea, vice-presidente da agência, em edição especial do podcast MVP gravada no Instituto Caldeira , em Porto Alegre.
O lugar da gravação ajuda a explicar o ponto.
Eduardo foi um dos articuladores que trouxeram o South Summit para Porto Alegre, e lembra que, sete anos atrás, nem o evento nem o prédio onde a conversa acontece existiam fora de uma apresentação de slides.
“Sete anos atrás, em 2019, tanto o Caldeira, quanto o South Summit , eles eram PowerPoints naquela data.” O que transformou os dois em realidade, na leitura dele, não foi mérito individual, e sim a articulação entre poder público, iniciativa privada e academia que virou o Pacto Alegre , em 2018.
A InvestRS chega depois disso, entrando como peça em uma engrenagem que já estava girando, mas não como o motor dela.
“Esse grande acordo da sociedade é suprapartidário e supragovernamental, e a gente tem que seguir alimentando para colher os resultados no futuro.” Criada como instrumento executivo do plano de desenvolvimento econômico do estado, a agência serve ao governo estadual, mas a operação é tocada como área comercial de empresa, com gerente para encher o funil e gerente para converter.
Hoje são 87 projetos no pipeline, somando R$ 48 bilhões em valor de investimento, dos quais R$ 4,2 bilhões já estão convertidos.
A gestão roda com dashboard divulgado mensalmente, com fase de prospecção, setor e origem de capital de cada projeto.
“É um trabalho muito objetivo, muito técnico”, diz Eduardo.
A meta interna do ano é de R$ 30 bilhões em novos projetos na carteira e R$ 6 bilhões convertidos — a primeira está perto de ser batida.
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