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COP17: Brasil apresenta meta para recuperar e conservar 367 milhões de hectares até 2030

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COP17: Brasil apresenta meta para recuperar e conservar 367 milhões de hectares até 2030

Ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima fala sobre ações e políticas para reverter a degradação de terras.

Diana Silva/ g1 O Brasil apresentou oficialmente, durante a COP17, em Ulaanbaatar, Mongólia, a Meta Voluntária de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN) para 2030, nesta terça-feira (25).

O compromisso prevê evitar, reduzir e reverter a degradação de 367 milhões de hectares no país — equivalente a 514 milhões de campos de futebol —, por meio do cumprimento de 19 submetas.

O anúncio foi feito durante uma cerimônia no Pavilhão Brasil e representa o compromisso brasileiro no âmbito da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD).

A meta foi construída a partir de uma articulação entre instituições públicas, estados, municípios, sociedade civil, setor privado e comunidade científica.

Na COP17, ciência brasileira debate restauração da Caatinga e combate à desertificação COP17: agricultura familiar ganha espaço no debate sobre desertificação; no Sertão de PE, práticas conciliam produção e recuperação do solo COP17 na Mongólia: veja como debate sobre desertificação se conecta à realidade do Sertão de PE 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça Segundo a apresentação feita durante a cerimônia, a proposta estabelece três linhas de ação.

A primeira é evitar novas degradações, conservando terras que ainda mantêm boas condições ambientais.

A segunda é reduzir os processos de degradação em curso, por meio de práticas de manejo sustentável.

A terceira é reverter a degradação, com a recuperação ou restauração das funções ecológicas e da capacidade produtiva das terras degradadas.

A meta tem como ano de referência 2020 e foi construída com base em indicadores reconhecidos internacionalmente.

Entre as instituições públicas de pesquisa envolvidas na definição da linha de base estão a Embrapa Solos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto Nacional do Semiárido (Insa), o Observatório da Caatinga e Desertificação e a equipe do Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. (A repórter Diana Silva viajou para o evento a convite do Instituto ClimaInfo) A discussão sobre a implementação da meta também chega ao Semiárido brasileiro.

Ao g1, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco falou sobre quais seriam as primeiras ações e políticas para efetivar o compromisso de evitar, reduzir e reverter a degradação de 367 milhões de hectares, inclusive em projetos voltados aos núcleos de desertificação, como o Núcleo de Cabrobó, em Pernambuco.

O ministro afirmou que parte das ações já está em andamento e citou medidas relacionadas à prevenção do desmatamento e à recuperação da vegetação nativa da Caatinga.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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