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Ceni admite atuação ruim do Bahia e prepara mudanças contra o Mirassol

Por Redação 5News · · com informações de A Tarde
Ceni admite atuação ruim do Bahia e prepara mudanças contra o Mirassol

Bahia reconhece má performance contra Palmeiras e busca reação no confronto com o Mirassol

Após sair do campo derrotado pelo Palmeiras, na quinta-feira passada, o Bahia recebeu críticas diretas de seu treinador, Rogério Ceni. O técnico não poupou palavras para descrever o desempenho da equipe no duelo disputado em São Paulo, válido pela 29ª rodada da competição nacional. A derrota por um a zero deixa o Esquadrão com uma tarefa urgente: recuperar-se ainda na sequência do campeonato, desta vez diante do Mirassol, em um calendário que não oferece margem para respiros.

O jogo sob análise: duas faces distintas

A partida contra o Palmeiras revelou um Bahia com desempenho inconsistente ao longo dos noventa minutos. No primeiro tempo, o desempenho foi particularmente abaixo das expectativas. O técnico ressaltou que a equipe conseguiu exercer uma certa dominância sobre o andamento do jogo, porém isso ocorria apenas em uma zona do gramado que pouco oferecia perigo real ao adversário. A capacidade de ofensiva estava comprometida, e o Bahia não conseguia transformar esse suposto controle em ameaças concretas ao goleiro do Palmeiras.

Na segunda etapa, houve uma melhora considerável no padrão de jogo apresentado pelo Esquadrão. O time equilibrou melhor a disputa e aumentou seu ímpeto ofensivo. Ainda que o Palmeiras tenha mantido as melhores oportunidades criadas durante todo o confronto, o Bahia se mostrou mais agressivo e criou algumas chances, incluindo tentativas de finalização e cruzamentos. Ainda assim, essas iniciativas não foram suficientes sequer para conquistar um ponto fora de casa.

Os problemas identificados no desempenho

Ceni foi preciso em sua análise sobre o que não funcionou adequadamente. Segundo o treinador, um dos principais entraves foi a forma como o Bahia construiu suas jogadas. A equipe careceu de audácia nos momentos cruciais, deixando de tentar avançar com maior liberdade e criatividade. Faltou disposição para conduzi a esfera, romper as linhas de defesa adversárias e criar espaços que pudessem ser aproveitados nos contra-ataques ou no desenvolvimento ofensivo.

O técnico destacou ainda que não conseguiu implementar uma estratégia que havia sido muito trabalhada nos treinos anteriores: o uso de bolas lançadas para o meio de campo, visando explorar os espaços internos deixados pela formação do Palmeiras. O Bahia evitou um jogo mais vertical, preferindo a circulação mais conservadora, mas isso não lhe rendeu êxito em situações nas quais o adversário se arriscava com uma marcação mais individual.

Um aspecto que merece destaque é o desempenho dos jogadores posicionados nas laterais do ataque. Independentemente de quem começou a partida nesses setores ou de quais atletas foram acionados como substitutos, nenhum deles conseguiu sair da disputa com vantagem clara sobre seus marcadores. Essa dificuldade nas posições de ponta contribuiu significativamente para o baixo volume ofensivo gerado pelo Esquadrão.

Ceni foi explícito ao afirmar que faltou força para incomodar adequadamente o Palmeiras, tanto no tocante às situações de jogo quanto em termos de intensidade física e tática. O comportamento tático do Bahia no primeiro tempo foi especialmente questionado pelo treinador, que esperava uma abordagem mais definida desde o apito inicial.

Desafios pela frente: sequência compactada e desfalques

Olhando para o futuro imediato, Ceni já antecipou que o confronto contra o Mirassol poderá resultar em alterações na escalação titular. O curto intervalo entre um jogo e outro é um fator que pesa nas decisões de um técnico. Além dos ajustes que podem ser feitos para preservar alguns atletas, existe também a questão dos desfalques obrigatórios. O volante Nico Acevedo não estará disponível, tendo acumulado seu terceiro cartão amarelo na disputa contra os paulistas. A ausência de um jogador desse porte, responsável pelo equilíbrio no meio-campo, obrigará Ceni a reorganizar seu esquema tático.

Contexto: o momento do Bahia na competição

O Bahia disputa sua participação na série A do Campeonato Brasileiro em busca de consolidação e crescimento. A 29ª rodada representa um momento intermediário na competição, quando os times já começam a definir suas trajetórias em relação à briga pelo acesso às competições internacionais, fuga do rebaixamento ou permanência confortável na tabela. Cada resultado passa a ganhar peso ainda maior.

Rogério Ceni é um técnico experiente, com histórico de sucesso em várias equipes. Sua chegada ao Bahia representava esperança de melhora no desempenho. Como treinador, ele é conhecido por sua capacidade tática e sua disposição em cobrar o máximo de seus atletas. Quando faz críticas públicas, como fez desta vez, ele busca também servir como instrumento de motivação e autocrítica coletiva. As declarações após o jogo contra o Palmeiras refletem essa postura: reconhecer falhas, identificar problemas específicos e sinalizar que ajustes virão.

A construção de jogadas, termo central na análise de Ceni, refere-se à forma como um time organiza suas ações no campo para progredir ofensivamente. Quando falta ousadia e qualidade nesse aspecto, toda a estrutura ofensiva fica comprometida. Os cruzamentos, as bolas lançadas e a condução da bola são ferramentas táticas que cada time busca dominar de acordo com suas qualidades. O Bahia, aparentemente, não conseguiu harmonizar essas ferramentas contra o Palmeiras.

O que acompanhar

A próxima partida contra o Mirassol será um teste importante para avaliar como o Bahia absorveu as críticas e os aprendizados do confronto anterior. As mudanças que Ceni promoverá, considerando o desfalque de Nico Acevedo e o desgaste de alguns atletas, mostrarão a flexibilidade tática do técnico. Será possível observar se o time conseguirá aplicar as lições trabalhadas e melhorar especificamente nos setores que falharam contra o Palmeiras: a ousadia na construção das jogadas, o aproveitamento dos pontas e a capacidade de incomodar o adversário.

Outro ponto a ser acompanhado é a reação emocional e técnica da equipe. Após uma atuação abaixo das expectativas e uma derrota em casa de um adversário direto, o grupo precisará demonstrar resiliência. A sequência compactada de jogos, embora desafiadora, também pode funcionar a favor, já que oferece pouco tempo para lamentações e exige foco rápido no próximo objetivo.

Principais pontos:

• Bahia perdeu por um a zero para o Palmeiras na 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, em partida disputada em São Paulo, com atuação reconhecida como ruim pelo técnico Rogério Ceni.

• O primeiro tempo foi particularmente fraco, com o Bahia tendo controle sobre o jogo apenas em zona do campo que pouco ameaçava o adversário, faltando ousadia na construção das jogadas.

• O segundo tempo apresentou melhora, com o time equilibrando melhor a disputa e criando algumas oportunidades, mas insuficientes para buscar ao menos um empate.

• O Bahia terá possíveis mudanças contra o Mirassol em razão do curto intervalo entre as partidas e do desfalque obrigatório do volante Nico Acevedo, que recebeu seu terceiro cartão amarelo.

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de A Tarde — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.

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