Lula mistura governo e campanha na busca pela reeleição
Pode o ministro da Fazenda ser, ao mesmo tempo, ministro da Fazenda e coordenador econômico da campanha de Lula à reeleição? A sobreposição das duas funções dá ao ministro um poder descomunal.
Escalado como porta-voz econômico da campanha, Dario Durigan não é o único nome no governo que atua em tempo integral para a campanha de Lula.
A campanha de Flávio Bolsonaro questiona no TSE ações do ministro Sidônio Palmeira que promoveriam programas do governo nas redes sociais .
Chefe da Secretaria de Comunicação, Sidônio pensa o marketing da campanha de Lula.
Pesquisas mostram que as propagandas ajudaram Lula a se manter na liderança da disputa eleitoral.
Ao envolver o governo diretamente na sua tentativa de conquistar um quarto mandato, Lula coloca mais um argumento na mesa de quem defende o fim da reeleição.
O último ano de quem tenta se perpetuar no cargo quase sempre se divide entre medidas eleitoreiras e o esvaziamento da gestão.
É como colocar o governo no piloto automático.
Todo candidato vende que irá acabar com a reeleição.
Flávio já trouxe a cantilena.
Valendo meu diploma de jornalista: se eleito, começa a pensar em mais quatro anos no dia seguinte.
Seria mais honesto defender medidas alternativas, como obrigar o ocupante do cargo a renunciar seis meses antes para disputar um novo mandato.
É o que ocorre quando políticos decidem concorrer a um cargo diferente daquele que ocupam.
Alguém topa?
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