Com crédito limitado, agricultura familiar reúne 77% das propriedades
A agricultura familiar reúne a maioria dos estabelecimentos agropecuários brasileiros e tem participação expressiva na produção de alimentos como cebola e banana, mas enfrenta restrições de acesso a recursos que podem fortalecer sua capacidade produtiva.
Apenas 18,2% das unidades recebiam assistência técnica especializada e 15,4% acessavam crédito rural, segundo estudo do WRI Brasil baseado no Censo Agropecuário de 2017.
O levantamento analisa as desigualdades estruturais e a diversidade da agricultura de base familiar a partir de características dos produtores, distribuição da terra, práticas de manejo e participação em diferentes cadeias produtivas.
A principal conclusão é que o segmento reúne realidades distintas, que precisam ser consideradas no planejamento das políticas públicas.
São cerca de 3,9 milhões de estabelecimentos familiares, equivalentes a 77% das unidades agropecuárias do país.
Apesar dessa predominância numérica, o segmento ocupa aproximadamente 23% da área e responde por proporção semelhante do valor da produção agropecuária .
Leia Mais Safra de grãos 2025/2026 será 2,4% maior, diz a Conab Palma avança no Norte com foco em biocombustíveis e agricultura familiar Bradesco vê agro no Brasil em novo ciclo de crescimento, mas com mais risco Os percentuais, porém, não representam uma participação uniforme na oferta de alimentos, aponta a pesquisa.
O peso varia conforme o produto e a região.
Nas culturas selecionadas pelo estudo, a agricultura familiar responde por 58,3% do volume nacional de cebola e 48,5% da produção de banana.
No feijão, a participação é de 23,1%.
Os percentuais são menores na batata-inglesa, com 12%; no arroz, com 10,9%; e na laranja e no tomate rasteiro, ambos com 9% e alimentos que oscilam no varejo com maior frequência.
Segundo o documento, a agricultura familiar representa mais da metade do valor bruto da produção em 142 produtos agropecuários.
Entre os exemplos estão a mandioca, com aproximadamente 80% do valor nacional da cultura; o leite de vaca, com 62,8%; a alface, com 62,1%; e o morango, com 79%.
Esses indicadores se referem ao valor da produção, e não à quantidade produzida.
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