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Saúde

Por que muitas mulheres não conseguem produzir leite materno suficiente

Folha · Equilíbrio e Saúde ·
Por que muitas mulheres não conseguem produzir leite materno suficiente

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A dificuldade para amamentar é uma característica marcante do início da maternidade para muitas mulheres. Dos cerca de 90% das mães de países ricos que começam a amamentar, um quarto desiste em poucas semanas, muitas vezes por temer não estar produzindo leite suficiente para alimentar seus bebês.

Durante muitos anos, os médicos presumiram que casos reais de baixa produção fossem raros, ocorrendo em no máximo 5% das mães. Por isso, a orientação predominante das autoridades de saúde a pais preocupados em lugares como Inglaterra e Estados Unidos tem sido estimular a liberação de leite , seja colocando o bebê no peito com mais frequência, seja usando uma bomba tira-leite.

Essa orientação, embora bem-intencionada, vem se mostrando inadequada. Muitas mulheres que a seguem ainda acabam com bebês que não ganham peso suficiente —um sinal claro de que as mães não estão produzindo leite em quantidade adequada. Estudos sobre a produção de leite materno realizados nos últimos anos com centenas de mulheres nos Estados Unidos e na Austrália indicam que a proporção de mães que produzem pouco leite é muito maior do que se imaginava: entre 10% e 20%.

Os pesquisadores estão começando a entender por que esses números são tão elevados. Para muitas mulheres, a explicação não está na forma como amamentam, mas na composição e no funcionamento de células específicas da glândula mamária —um aspecto de sua biologia sobre o qual não têm controle. Novas pesquisas talvez um dia resultem em tratamentos.

Mas, mesmo no curto prazo, essas descobertas devem ajudar a combater o estigma da baixa produção de leite. "Nos últimos dez anos, passou a ser mais [aceito] que existe uma razão biológica para esses casos", afirma Yarden Golan Maor, que estuda a produção de leite humano na Universidade Cornell. "E não é, sabe, simplesmente porque você não está se esforçando o bastante."

No centro da questão estão os lactócitos, células das glândulas mamárias que se multiplicam rapidamente durante a gravidez e começam a secretar leite materno cerca de três dias após o parto.

No passado, a obtenção dessas células para estudo exigiria uma biópsia de tecido de uma mulher que estivesse amamentando. Isso dificultava as pesquisas sobre a biologia da lactação. Em 2010, porém, pesquisadores descobriram que moléculas de microRNA provenientes das células mamárias da mãe — e que contêm informações sobre o funcionamento dessas células — eram abundantes no leite materno. Assim, amostras de leite materno poderiam ser usadas como biópsias líquidas para compreender as causas da baixa produção.

Esse trabalho revelou diferentes mecanismos biológicos por trás do problema. Algumas mulheres têm poucos lactócitos. Outras podem ter lactócitos ineficientes, que secretam pouco leite materno.

Lindsay Hinck, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, avançou na investigação do primeiro desses problemas. Ele pode começar durante a gravidez, quando cada lactócito se divide repetidamente para formar pares de células-filhas idênticas à célula-mãe.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Equilíbrio e Saúde.

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