Uso de medicamentos contra obesidade por conta própria e de origem duvidosa é problema crescente de saúde pública
Tirzepatida do Paraguai proibida no Brasil vira alvo de disputa judicial O uso de medicações para obesidade compradas pela internet ou importadas com procedência duvidosa e aplicadas por conta própria virou um problema de saúde pública.
O alerta não é sobre uma determinada faixa etária.
Vale para o adulto que quer perder quatro quilos antes de uma festa; para o adolescente com questões inerentes à idade e, no extremo mais grave, para a criança obesa que recebe uma injeção sem nenhuma indicação.
O que une esses casos não é idade nem necessidade: é a ausência do que é necessário em qualquer tratamento seguro de saúde: diagnóstico, prescrição, procedência e acompanhamento.
Vale começar pelo entendimento do que esses remédios de fato são.
Os análogos de GLP-1, como a semaglutida e a liraglutida, imitam um dos hormônios que o próprio corpo produz no intestino para estimular a produção de insulina.
Divulgação A tirzepatida, mais recente, simula o GLP-1 e também o GIP (Peptídeo Insulinotrópico Dependente de Glicose), que tem função semelhante.
Todas essas substâncias sintéticas reduzem o apetite, aumentam a saciedade e ajudam a controlar a ingestão alimentar.
São tratamentos legítimos para uma doença crônica, a obesidade, que tem base biológica - não é uma questão de força de vontade.
Tratar a obesidade como fraqueza de caráter ou falta vaidade é parte do que nos trouxe até aqui.
O estigma empurra as pessoas para soluções rápidas e escondidas, no contrabando ou pela internet, em vez de recorrerem ao cuidado de um profissional de saúde.
Reconhecer a obesidade como doença é o que separa o uso responsável de remédios eficazes do improviso perigoso.
Em adultos, o programa de estudos STEP mostrou perda média de cerca de 15% do peso corporal com a semaglutida, e os estudos SURMOUNT chegaram a cerca de 20% com a tirzepatida.
É um avanço real, e é justamente por serem eficazes que esses medicamentos merecem respeito, e não a sua banalização.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.