Do que mais o Armínio teve medo além dos ETFs?
Nos últimos anos, uma pergunta envolvendo Armínio Fraga virou meme nas redes sociais: “Do que o Armínio teve medo?” Quando a Gávea Macro anunciou que encerraria suas atividades, muita gente pareceu encontrar uma nova resposta: dos ETFs.
Na minha visão, essa resposta está tão errada quanto as anteriores.
Porque esta não é uma história sobre ETFs.
É uma história sobre como o mercado passou a precificar o alfa, ou seja, o retorno acima da média do mercado ou do índice de referência Os multimercados não vão acabar.
Os ETFs tampouco são os culpados.
O que está mudando é a escala desse modelo de negócios.
A indústria continuará remunerando muito bem quem realmente gera alfa.
Mas está cada vez menos disposta a pagar caro apenas pela promessa de encontrá-lo.
Durante muito tempo, vender gestão ativa era relativamente simples.
Bastava convencer o investidor de que havia alguém capaz de enxergar o mercado melhor do que os demais.
Essa promessa justificava taxas elevadas e uma enorme paciência por parte dos clientes.
Mas o mundo mudou.
Hoje, obter exposição ao mercado virou uma commodity.
Nunca foi tão simples, barato e transparente investir.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.