Mounjaro e Ozempic podem frear envelhecimento? Veja o que dizem estudos
E se, além de ajudar a perder peso, medicamentos como Ozempic e Mounjaro também pudessem desacelerar o relógio do envelhecimento? Pesquisas recentes sugerem que essas substâncias podem retardar processos biológicos associados à idade e, talvez, contribuir para uma vida mais longa.
Mas os cientistas alertam: ainda é cedo para tirar conclusões (e, mais ainda, passar a consumir remédios do tipo mirando efeitos anti-idade).
Os resultados foram apresentados durante a 13ª edição da conferência anual de Pesquisa de Envelhecimento e Descoberta de Medicamentos (Aging Research & Drug Discovery), realizada em Boston, nos Estados Unidos.
Os estudos investigaram os efeitos da tirzepatida, presente no Mounjaro, e da semaglutida, encontrada no Ozempic e no Wegovy.
Esses medicamentos já são conhecidos por auxiliar na perda de peso e no controle da glicose no sangue.
Além disso, pesquisas anteriores identificaram benefícios para a saúde cardíaca, renal e hepática, assim como reduções na apneia do sono (pausas repetidas na respiração durante o sono) e na inflamação.
Agora, os cientistas querem entender se esses efeitos também podem influenciar o próprio processo de envelhecimento.
“O envelhecimento é o maior fator de risco para muitas doenças e, se pudermos combater o próprio envelhecimento, poderemos tratar todos os tipos de doenças associadas a ele”, disse Danica Chen, professora da Universidade da Califórnia em Berkeley, à CNN.
O que os estudos descobriram? Uma das pesquisas foi conduzida pela farmacêutica Eli Lilly, fabricante do Mounjaro.
Os cientistas analisaram dados de 71 participantes com mais de 50 anos que utilizaram tirzepatida durante um estudo clínico de 72 semanas.
Para avaliar os resultados, a equipe utilizou os chamados relógios epigenéticos, ferramentas que estimam a idade biológica a partir de alterações químicas relacionadas à ativação e desativação dos genes.
Diferentemente da idade cronológica, que corresponde ao número de anos vividos, a idade biológica procura indicar o estado de envelhecimento dos órgãos e tecidos.
Durante as 72 semanas, os participantes envelheceram aproximadamente 1,38 ano em termos cronológicos.
No entanto, os relógios epigenéticos indicaram um avanço menor da idade biológica, entre 0,7 e 1,1 ano, em média, dependendo da ferramenta utilizada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.