Raízes para tempos difíceis
Há alguns dias venho refletindo sobre uma questão que surgiu após uma conversa com alguns afilhados.
Ao acordar, me peguei pensando: em que momento a humanidade passou a acreditar que proteger as novas gerações significava evitar que elas experimentassem frustrações? É natural que pais e mães desejem poupar seus filhos do sofrimento.
Sempre foi assim.
Nenhum pai gosta de ver um filho triste, decepcionado ou enfrentando dificuldades.
O problema surge quando passamos a confundir proteção com eliminação de todo desconforto.
A vida nunca foi confortável por natureza.
Ela exige paciência, disciplina, perseverança, coragem e capacidade de suportar contratempos.
Durante séculos, as pessoas compreenderam que algumas dificuldades não eram obstáculos ao crescimento, mas instrumentos dele.
Aprendia-se a esperar, a ouvir um “não”, a lidar com perdas, a corrigir erros e a assumir responsabilidades.
Hoje, porém, parece existir a expectativa de que qualquer desconforto deva ser removido imediatamente.
O resultado é visível: muitos jovens encontram enorme dificuldade para lidar com frustrações, enfrentar desafios e perseverar diante das adversidades.
Acostumados a evitar o desconforto, acabam privados das oportunidades que justamente moldariam seu caráter.
Existe uma diferença importante entre sofrimento destrutivo e desconforto formador.
O primeiro deve ser combatido.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.