Os caminhos tortuosos e insondáveis da política
A eleição para o governo chega na sua semana final, com a votação no próximo domingo.
Repetiu a velha lição de que, o candidato que começa na frente nem sempre consegue manter a campanha linear até o dia da votação.
Foi o que aconteceu com o candidato ao governo, senador Alan Rick (Republicanos), que despencou da liderança que exerceu grande parte do período eleitoral.
Na pré-campanha e mesmo até a metade do primeiro turno, Alan era apontado em todas as esquinas e no meio político, como virtual novo governador.
Afinal, foi um bom deputado federal e um bom senador.
Nesta época, dominava o União Brasil, onde era filiado.
O seu primeiro erro foi brigar na justiça com o hoje deputado federal eleito, Fábio Rueda, pela direção do minúsculo diretório municipal de Manuel Urbano.
Esqueceu que, ao brigar com Fábio estava brigando com o dono e presidente do partido, Antônio Rueda, seu irmão.
E um irmão protege o outro.
O resultado foi o esperado: perdeu a direção da sigla e teve que migrar para o Republicanos.
O que contaminou muito a campanha do Alan foi achar que já era governador, embalado pela liderança folgada em todas as pesquisas da época.
Menosprezou o PL, o MDB, como se eleição se ganha antes da campanha começar.
Seus assessores não andavam mais, mas flutuavam na arrogância, já pensando que cargos ocupariam num futuro governo.
Políticos com mandatos e sem mandatos, abandonaram a base do governo e pularam na sua canoa, também, achando que a parada estava decidida, num puro oportunismo.
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