Estudo do Conselho do Corinthians recomenda que diretoria faça recuperação extrajudicial
Seedorf é bastante participativo em primeiro dia de treino como técnico do Corinthians Um grupo de especialistas independentes instituído pelo Conselho Deliberativo do Corinthians recomendou que a diretoria executiva avalie fazer uma recuperação extrajudicial ou judicial como medida para tirar o clube da crise financeira. + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp Instaurado em março pelo presidente do Conselho, Romeu Tuma Júnior, o grupo de sete especialistas concluiu que o Regime Centralizado de Execuções (RCE), atualmente em andamento, é "insuficiente para o enfrentamento estrutural" da dívida do Corinthians, estimada na casa dos R$ 2,8 bilhões. — O clube manejou o RCE cível, sem que isso tenha representado solução definitiva para o endividamento, seja pelas dificuldades procedimentais, seja pelo impacto financeiro decorrente de atualizações dos débitos pela taxa Selic.
Sua utilidade principal está na centralização, previsibilidade e contenção de atos constritivos; sua limitação aparece quando o problema exige redução econômica substancial do passivo e reorganização operacional simultânea — diz o relatório, entregue ao presidente Osmar Stabile semanas atrás e obtido pelo ge nesta semana.
Uma recuperação extrajudicial ou judicial permite que a empresa (ou o clube) em grave dificuldade financeira reestruture suas dívidas, reorganize as operações e apresente um plano de pagamentos dos débitos, de modo a evitar a falência.
No caso da judicial, o processo tem intermediação da Justiça e, na extrajudicial, há negociação direta com os credores.
Osmar Stabile, presidente do Corinthians Marcos Ribolli Os especialistas defendem no relatório que o Corinthians deve fazer uma recuperação extrajudicial ou judicial, seguindo o exemplo do que fizeram outros clubes, sejam associações ou SAFs.
Para eles, os resultados "dependem primordialmente da qualidade da gestão, da escolha estratégica do instrumento e da disciplina na execução dos planos aprovados".
Os especialistas detalham no relatório os benefícios e as restrições de tal medida e os procedimentos a serem seguidos.
Uma das necessidades é a comunicação à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), responsável pelo sistema de sustentabilidade financeira (SSF), criado pela CBF.
Outra providência é formação de um Comitê Executivo de Reestruturação, com participação dos departamentos jurídico, financeiro, contábil e de futebol.
É necessário também que haja a elaboração de inventário único e auditado do passivo do clube, com identificação, para cada obrigação, de credor, contrato, fator gerador, data de constituição, natureza da dívida, garantias e tratamento proposto.
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