Ministério Público pede indenização de R$ 500 mil para pacientes deformadas por dentista influencer no ES; veja relato das vítimas
Mariana Barros Laranja Roeder, de 44 anos, foi indiciada por lesão corporal culposa após procedimentos de mini lifting facial Reprodução/Rede social O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) denunciou a cirurgiã-dentista Mariana Barros Laranja Roeder e seu parceiro de atuação, o também dentista e primo Nathan Laranja Roeder Holz, sob a acusação de realizarem cirurgias plásticas invasivas e proibidas na face e no pescoço de pacientes.
A Promotoria pede que a Justiça condene os profissionais a pagarem uma indenização mínima de R$ 500 mil em danos morais e materiais a três pacientes que sofreram infecções graves, necroses e deformidades físicas permanentes. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Os procedimentos estéticos eram realizados no Instituto Laranja, em Vila Velha, na Grande Vitória, que operava com o alvará sanitário vencido.
A Justiça ainda não aceitou a denúncia enviada pelo MP.
O Ministério Público afirmou ainda que a atuação dos denunciados excedeu os limites legais e regulamentares permitidos para profissionais da odontologia.
Procurada pelo g1, a defesa dos investigados afirmou que a denúncia é uma acusação prévia e não uma sentença.
Disse, ainda, que em caso de determinação judicial, as medidas solicitadas pelo Ministério Público serão "integralmente cumpridas" (leia mais abaixo).
Dentista influencer Mariana Laranja e o primo sócio são denunciados pelo MP à Justiça após deformar pacientes; eles podem ser proibidos de deixar o ES Relato das vítimas De acordo com as investigações, as pacientes decidiram realizar as cirurgias após verem anúncios chamativos nas redes sociais, onde a profissional divulgava os procedimentos cirúrgicos invasivos.
No entanto, a promessa de uma recuperação simples e rápida deu lugar a complicações severas.
Veja abaixo o que relataram as três vítimas do caso, que tiveram suas identidades preservadas pela Justiça: Vítima 1 A mulher, de 60 anos, passou por uma cirurgia invasiva nas bochechas e no pescoço.
A triagem inicial consistiu apenas em um escaneamento do rosto, e a paciente foi levada diretamente à sala de cirurgia sem que os profissionais pedissem qualquer exame de sangue, cardíaco ou avaliação de risco cirúrgico.
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No pós-operatório, sofreu com dores insuportáveis, enjoos e uma forte queda de temperatura corporal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Espírito Santo.