Comércio encolhe 0,8% em julho, com vendas menores de móveis e livros
O volume de vendas do comércio brasileiro recuou 0,8% em julho, na comparação com junho, mostram dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Vendas do varejo recuaram 0,8% frente a junho. A variação apresentada pela PMC (Pesquisa Mensal do Comércio) foi sustentada por cinco das oito atividades pesquisadas. Mesmo com a queda mensal, o volume comercializado cresceu 1,8% na comparação com o mesmo mês de 2025. Já nos últimos 12 meses, o setor acumula alta de 1,6%.
Setor de móveis e eletrodomésticos (-4,9%) guiou perda. As baixas foram seguidas por livros e papelaria (-4,2%), tecidos, vestuário e calçados (-2,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%).
Por outro lado, o comércio varejista ampliado subiu 0,4%. O resultado que inclui veículos e material de construção representa uma recuperação após a queda de 1,1% registrada no mês anterior.
Retração das vendas atingiu a maior parte do país. O recuo do comércio atingiu 20 dos 27 estados. No mês, Amapá e Tocantins tiveram as maiores quedas, ambos com recuo de 2,5%, seguidos por Mato Grosso, com perda de 2,2%.
Pesquisa acompanha o comportamento do comércio varejista no Brasil. Para a coleta dos resultados, o IBGE apura a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista.
Levantamento é realizado desde 1995, mas passou por diversas alterações. Inicialmente coletada somente na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a pesquisa foi expandida para as Regiões Metropolitanas de Recife e Salvador e ganhou abrangência nacional no ano 2000.
Resultados consideram o desempenho de 11 atividades do varejo nacional. Integram o cálculo as vendas de combustíveis e lubrificantes, supermercados, tecidos, vestuário e calçados, móveis e eletrodomésticos, artigos farmacêuticos, livros, jornais, revistas e papelaria, equipamentos para escritório, informática e comunicação, artigos de uso pessoal e doméstico, veículos, materiais para construção e venda de alimentos por atacado.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.