'No Brasil, o rico fica mais rico dormindo, e o pobre trabalha para o sistema financeiro', diz fundador da Petz
O empresário Sergio Zimerman não vai votar no segundo turno , marcado para o próximo dia 25.
Estará viajando a passeio aos Estados Unidos , depois de concluir a fusão do seu grupo, a Petz, de produtos e serviços para animais de estimação , com a rival Cobasi.
A operação foi anunciada há dois anos, mas só obteve o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em dezembro.
Aos 60 anos, o atual presidente do conselho da Petz Cobasi não revela qual foi seu voto no primeiro turno das eleições de 2026 .
Mas vai torcer para que qualquer um dos eleitos seja bem-sucedido a partir do ano que vem.
"Seja qual for o resultado, um deles será o piloto e eu não quero que o avião caia.
A gente pode divergir até o dia da eleição, depois é trabalhar junto", diz.
Zimerman concorda com algumas propostas do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), como a redução da maioridade penal para 14 anos em caso de crimes graves e hediondos.
"Se o jovem é inimputável até os 18, acaba virando vítima do crime organizado", diz.
Por outro lado, elogia políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o programa Pé de Meia , que funciona como poupança para estudantes de baixa renda.
"É transformacional para a sociedade", diz Zimerman, que já foi palhaço em festas infantis e quebrou como atacadista antes de abrir a Pet Center Marginal, em 2002, negócio que cresceu justamente nos dois primeiros governos Lula.
O empresário tem críticas à aprovação da PEC 221/2019 , promulgada nesta sexta-feira (16), que extingue a escala 6x1 — regime em que se trabalha seis dias e se folga um.
Na opinião dele, o aumento de custos para a empresa será repassado ao consumidor e a população vai perder poder de compra.
Em entrevista à BBC News Brasil, Zimerman também criticou o posicionamento do Brasil no conflito entre Israel e o Hamass e se posicionou contra à reforma tributária aprovada pelo Senado em 2023 por não ter eliminado os impostos sobre o consumo, que, segundo ele, oneram sobretudo os mais pobres.
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