Onda de queimadas no Amazonas sufoca cidades, mobiliza força-tarefa e gera suspeita de ação criminosa
Devastação, ansiedade e doenças respiratórias: os impactos das queimadas na Amazônia O Amazonas enfrenta uma nova onda de incêndios florestais que já soma mais de 1,9 mil focos identificados apenas em outubro.
A fumaça densa cobre municípios, força a suspensão de aulas e sobrecarrega postos de saúde, enquanto uma força-tarefa investiga se há ação humana por trás da destruição.
O avanço das chamas atinge terras ancestrais e ameaça comunidades tradicionais.
"A terra pra gente é da onde a gente tira a caça, onde a gente faz o plantio, e também onde tá os nossos ancestrais enterrados, né? Ela tem um valor pra gente tanto material como também espiritual", afirma o tuxaua Ilair Mura, principal liderança da etnia na Aldeia São Félix, afetada pelo fogo.
Ao falar sobre o surgimento de novos focos, ele relata a angústia dos moradores: "Ah, é medo, né? A gente fica com medo porque a gente sabe que o pessoal já tá lá combatendo, né? Muita gente inalou fumaça.
Tem gente aí que tá com crise de ansiedade, porque viu o fogo chegando muito próximo, né".
Desde o início do mês, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou quase 10 mil focos de calor em toda a Amazônia.
Para o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama, a concentração atípica aponta para crimes ambientais.
"Praticamente todo incêndio florestal que está ocorrendo no estado do Amazonas é de origem humana.
Alguém risca o fósforo e ateou o fogo na floresta.
As pessoas colocam fogo sem autorização para causar o desmatamento, para causar a degradação da floresta", afirma o presidente do Ibama, Jair Schmitt.
A constatação é reforçada pelas forças de segurança estaduais.
"De acordo com os relatos que foram passados para a inteligência, nós afirmamos que mais de 95% desses cidadãos são criminosos.
E aí também tem os relatos dos brigadistas.
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