Faria Lima concentra abordagem a bike elétrica na 1ª semana de fiscalização
São Paulo — A fiscalização sobre a circulação de bike elétrica e autopropelido teve início na última terça-feira (13/10) na cidade de São Paulo , mas ainda engatinha, com caráter educativo . Ao longo dos últimos dias, as ações têm sido pontuais, concentradas na ciclovia da Faria Lima. Foram realizadas 86 abordagens e nenhuma autuação até a quinta (15/10), segundo a prefeitura.
No início da tarde dessa sexta-feira (16/10), a fiscalização da Companhia de Engenharia de Tráfego ( CET ) estava instalada nas proximidades da Rua dos Pinheiros. Havia “delimitadores de velocidade” (espécie de radar, sem multa automática) em cada sentido de direção da ciclovia, agentes de trânsito e guardas civis metropolitanos (GCMs) no local. A máxima permitida é de 20 km/h .
Ao notar que a velocidade excedeu o limite, agentes da CET avisam seus colegas localizados mais à frente, que então tentam parar o potencial infrator, contando inclusive com o apoio da GCM, se necessário . A multa é atrelada ao CPF da pessoa, que deve ser coletado no momento da abordagem.
A reportagem apurou que, de forma geral, só são abordados aqueles que excedem em muito o limite ou fazem manobras perigosas pela ciclovia , colocando em risco outras pessoas.
No início da tarde, a reportagem presenciou o momento em que um entregador em uma bicicleta quase atingiu um agente da CET , desviou dos GCMs que estavam mais à frente e conseguiu se esquivar da fiscalização, seguindo pela contramão em meio aos carros.
A ciclovia da Faria Lima contava com “delimitadores de velocidade” em outros pontos, mas sem equipe completa de fiscalização. Agentes sozinhos não efetuam a multa, necessitando do apoio de GCMs, por segurança.
O comportamento dos usuários de bikes elétricas e autopropelidos na ciclovia é semelhante ao de motoristas. Quando passam pelos delimitadores, reduzem a velocidade. Depois, aceleram, assim como muitos condutores de automóveis fazem ao passar por radares.
Um dos agentes disse que mesmo bicicletas comuns, sem bateria ou componentes elétricos, têm ultrapassado a velocidade máxima permitida. Uma delas cruzou um delimitador a mais de 30 km/h.
Enquanto a Faria Lima tem a fiscalização pontual e educativa, vias como a Avenida Paulista, que contam com um tráfego intenso de bicicletas elétricas e autopropelidos, seguem sem a atuação de agentes destacados exclusivamente para essa função.
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