Dentista influencer Mariana Laranja e o primo sócio são denunciados pelo MP à Justiça após deformar pacientes; eles podem ser proibidos de deixar o ES
Dentista Mariana Laranja tem registro profissional cassado após nova denúncia O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) ofereceu denúncia criminal à Justiça contra os cirurgiões-dentistas Mariana Barros Laranja Roeder e seu sobrinho e sócio, Nathan Laranja Roeder Holz.
Eles são acusados de causar lesões corporais de natureza grave e gravíssima em três pacientes durante procedimentos estéticos de "mini lifting facial" realizados no "Instituto Laranja", em Vila Velha, na Grande Vitória.
A Promotoria também solicitou à Justiça a suspensão imediata do exercício das atividades profissionais de natureza estética ou cirúrgica dos dois dentistas, além da proibição de deixar o país e o recolhimento dos passaportes no prazo de 48 horas.
A Justiça ainda não acatou os pedidos. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Segundo a denúncia do MP, diante dos danos irreversíveis causados, o órgão também pediu que a Justiça condene os profissionais ao pagamento de uma indenização mínima de R$ 500 mil para reparação de danos morais e materiais às vítimas.
De acordo com o promotor Maxwel Miranda Araujo, que assina o pedido de medidas cautelares, as medidas de restrição internacional são necessárias e urgentes, pois Mariana realiza frequentes viagens para o exterior — especialmente para ministrar cursos em países da Ásia — e há indícios societários de que a dupla iniciou procedimentos para encerrar e dar baixa nas atividades da clínica em Vila Velha, o que aponta para risco de fuga e dissipação de patrimônio.
Procurada pela reportagem, a defesa dos investigados afirmou que a denúncia é uma acusação prévia e não uma sentença.
Disse, ainda, que em caso de determinação judicial, as medidas solicitadas pelo Ministério Público serão "integralmente cumpridas" (leia mais abaixo).
Inquérito aponta que dentista influencer e sobrinho não têm aptidão para realizar 'mini lifting facial' Mariana Barros Laranja Roeder, de 44 anos, e o sobrinho e sócio Nathan Laranja Roeder Holz, de 25 Reprodução/Rede social Acusação: profissionais assumiram o risco A investigação criminal, conduzida pela Polícia Civil, havia indiciado os profissionais por lesão corporal culposa (quando não há a intenção de causar dano).
No entanto, ao analisar o caso, o Ministério Público endureceu a acusação e denunciou os profissionais por lesão corporal dolosa, ou seja, com intenção.
O MPES sustenta, no documento, que os dentistas agiram com dolo eventual — ou seja, eles tinham pleno conhecimento do risco concreto de provocar deformidades e complicações graves nas pacientes e, mesmo assim, decidiram prosseguir com as operações, assumindo voluntariamente o risco de produzir tais resultados nocivos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Espírito Santo.