Dívida pública brasileira atinge o maior patamar dos últimos 5 anos
Relação entre dívida pública e tamanho da economia volta a subir, em julho A relação entre a dívida pública e o tamanho da economia brasileira voltou a subir em julho e atingiu o maior patamar em cinco anos.
A dívida bruta é a maior registrada no Brasil desde abril de 2021, quando os gastos aumentaram muito para enfrentar a pandemia de Covid.
De junho para julho, o endividamento do setor público - que reúne o governo federal, Previdência, estados e municípios - cresceu mais de R$ 100 bilhões.
Chegou a R$ 10,9 trilhões - 82,5% do PIB, o Produto Interno Bruto, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país.
Significa dizer que a dívida atingiu tal ponto que o Brasil precisaria pegar o PIB de dez dos 12 meses de um ano para quitar o que deve. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A trajetória do endividamento vem crescendo desde o início de 2023.
Nesse período, aumentou mais de onze pontos percentuais.
O governo se endivida quando o dinheiro arrecadado com os impostos não é suficiente para pagar as despesas.
Sem dinheiro em caixa, ele é obrigado a pegar mais dinheiro emprestado - e a juros mais altos.
Como a dívida pública alta gera insegurança, o Banco Central encontra mais dificuldades para baixar a taxa de juros, em um ciclo que encarece os investimentos e reduz o crescimento da economia.
Dívida bruta do governo federal Jornal Nacional/ Reprodução A dívida cresceu em julho mesmo com o setor público tendo registrado superávit primário de R$ 1,4 bilhão.
No acumulado entre janeiro e julho, o rombo passou de R$ 78 bilhões.
Déficit também nas estatais federais.
Nos sete primeiros meses de 2026, elas acumularam um resultado negativo de R$ 8,3 bilhões - o pior desempenho para o período desde o início da série histórica, em 2002.
O déficit foi agravado, principalmente, pela situação dos Correios, que passa por grave crise fiscal.
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