Redução de palanques locais no segundo turno desafia os presidenciáveis
A eleição de 2026 já emplacou um recorde histórico que lhe confere um aspecto bastante peculiar: nunca houve tão poucos palanques em atividade em um segundo turno.
Em 4 de outubro, quando as urnas foram abertas, nada menos que 21 estados — incluindo os dez maiores colégios eleitorais do país — encerraram suas corridas locais, consagrando seus governadores sem precisar de uma nova votação.
Com isso, criaram-se duas situações que levam complexidade extra às campanhas presidenciais.
De um lado, estão as disputas em andamento em seis estados que, embora menores em contingente eleitoral, têm palanques ativos e podem produzir a quantia de votos necessária para desequilibrar a briga nacional.
Por outro, nas maiores unidades da federação, não há a movimentação intensa de candidatos aos governos e ao Congresso, o que é motivo de grande preocupação para Lula e Flávio Bolsonaro.
POR POUCO - Celina Leão: vitória antecipada fugiu por 0,07 ponto percentual @CelinaLeaoDF/Facebook Um risco para os presidenciáveis é negligenciar as eleições em andamento.
Somados, Amazonas, Acre, Tocantins, Espírito Santo, Distrito Federal e Rio Grande do Norte representam 7,9% do eleitorado nacional, com 12,5 milhões de votantes — pode parecer pouco, mas é quase o mesmo volume de votos do Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país, com 12,9 milhões de pessoas.
Por terem segundo turno e uma disputa local acalorada, esses estados podem levar mais brasileiros para as urnas, com as campanhas locais promovendo o envolvimento de suas bases de prefeitos e vereadores.
Outro foco de atenção envolve a abstenção nacional recorde no primeiro turno, de 21%.
Ela será um dos grandes desafios para os presidenciáveis nessa segunda rodada de votação (leia a reportagem aqui) , ainda mais em unidades da federação onde o eleitor tem de sair de casa apenas para votar nos candidatos a presidente da República.
REFORÇO - Alckmin com Leandro Grass: capital federal reproduz duelo nacional Jr Rosa/.
Continua após a publicidade Em alguns estados com disputas em andamento, só o fato de levar o eleitor até as urnas já será importante para as campanhas presidenciais, porque muitos desses embates reproduzem a mesma polarização política que se vê no campo nacional.
É o que acontece no Amazonas, o maior dos estados onde ainda há confronto (2,8 milhões de eleitores), no qual o senador Omar Aziz (PSD) representa o campo de Lula contra Maria do Carmo, única candidata do PL de Flávio que ainda concorre ao comando de um estado nessa fase da votação.
Por lá, a última pesquisa Quaest, divulgada na terça 13, mostra Aziz com 51% das intenções de voto totais contra 37% da adversária do PL.
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