Porteiro é preso após fazer panelaço contra Flávio em área nobre de Maceió
Um porteiro que estava de serviço foi preso pela Polícia Militar na noite de ontem após fazer panelaço junto com outros moradores na área livre de um prédio no bairro da Ponta Verde, bairro nobre de Maceió.
Ele foi o único levado até a Central de Flagrantes da capital, sob alegação de desacato por ter supostamente demorado a abrir o portão aos policiais, que foram chamados por um motorista que passava pela rua, segundo um morador que publicou um vídeo a respeito. O caso foi registrado pelo delegado de plantão, porém, como perturbação de sossego.
Segundo o relato do morador Felipe Verlaine, o porteiro o viu com uma bandeira de Lula na frente da parte interna do prédio e se juntou ao panelaço.
"Tinha várias pessoas na rua fazendo, inclusive no prédio também. Eis que um cidadão bolsonarista estava vindo no carro, abaixou os vidros e começou a fazer gestos obscenos com dedo em riste, xingando todo mundo, ameaçando quem estava falando as coisas a favor do presidente Lula."
Ele filmou o momento em que o bolsonarista fez ameaças na frente do prédio.
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Após parar o carro, Felipe Verlaine diz que ele começou a ameaçar e o xingar. "Eu continuei balançando a bandeira, e o porteiro começou a bater com mais intensidade ainda a panela, para abafar aquela aquela baixaria toda."
Felipe relatou ainda que o bolsonarista desceu do carro e foi em direção dos dois, chamando-os para briga, "dizendo que queria resolver aquilo na porrada".
"Nós não demos valor a isso, porque é uma manifestação democrática, estávamos no nosso direito. Ele tentou até escalar a parede do prédio, mas ignoramos. Foi aí que ele chamou a polícia, que rapidamente chegou, entrou e já queria inclusive algemar o porteiro."
Verlaine conta ter corrido para seu apartamento e interfonado "para todo mundo que participava do panelaço para a gente ter vários registros".
"Eu abri um boletim de ocorrência contra o cidadão, pois ele ameaçou a gente."
Segundo o advogado Welton Roberto, que estava na rua com alunos do curso de direito no momento em que o porteiro chegou, tanto a prisão como a autuação por perturbação de sossego foram completamente equivocadas.
"A polícia tentou entrar no prédio, e o porteiro, segundo o policial, demorou para abrir a porta e por isso foi levado como desacato", diz, citando que recebeu informação de que o sargento que deteve o porteiro é bolsonarista.
"Para ter perturbação ao sossego precisaria ser depois das 10 horas da noite e ter um decibelímetro [aparelho que mede a pressão sonora] poder verificar se o som estava acima dos decibéis permitidos", completa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.