Viagens de Eduardo e Flávio Bolsonaro ao Bahrein coincidem com pressão judicial no Brasil
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) esteve ao menos nove vezes no Bahrein desde 2019, sendo a visita mais recente em 8 de outubro, no Palácio Real de Manama, onde foi recebido pelo príncipe herdeiro e primeiro-ministro Salman bin Hamad Al Khalifa.
As fotos da visita foram divulgadas pelo gabinete do príncipe um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a prisão de um ex-deputado e o cancelamento de seus passaportes brasileiros.
Em outras ocasiões, Eduardo viajou ao Bahrein acompanhado do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e do deputado Mário Frias (PL-SP), ambos com agendas pouco detalhadas e sem informação pública sobre quem financiou as viagens.
Viagens de Eduardo Bolsonaro: um padrão em meio à pressão judicial Eduardo Bolsonaro acumula ao menos nove visitas ao Bahrein desde 2019 , com quatro delas realizadas ainda durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro.
A mais recente ocorreu em 8 de outubro, quando ele foi recebido no Palácio Real de Manama pelo príncipe herdeiro e primeiro-ministro Salman bin Hamad Al Khalifa.
As imagens do encontro foram publicadas pelo gabinete do príncipe, não pelo próprio deputado.
O timing da visita chama atenção.
Um dia antes, o ministro Alexandre de Moraes havia determinado a prisão de um ex-deputado condenado pelo STF e o cancelamento de seus passaportes brasileiros.
Não é a primeira vez que o calendário das viagens de Eduardo se alinha a momentos de turbulência judicial.
Três das visitas mais recentes seguem esse padrão: em outubro de 2025, o deputado viajou ao Bahrein logo após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República; em maio de 2026, esteve no país ao lado do deputado Mário Frias, então alvo de apuração no STF; e na visita de 8 de outubro, já com condenação definitiva no horizonte.
A recorrência do destino em momentos de crise compõe um padrão que vai além da coincidência de datas.
Flávio Bolsonaro e Mário Frias: as viagens em companhia Em 31 de janeiro de 2026 , Eduardo chegou ao Bahrein acompanhado do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), então pré-candidato à Presidência.
A comitiva incluía os deputados Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rodrigo Valadares (União Brasil-SE), o blogueiro Paulo Figueiredo e Paulo Guedes Landim.
O grupo permaneceu no país até o início de fevereiro.
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