Mendonça dá xeque-mate em Moraes
Flávio Bolsonaro e Alexandre Moraes são candidatos à chefia dos poderes Executivo e Judiciário, respectivamente.
O senador Flávio terá, neste 2026, de buscar votos nas urnas, junto aos cidadãos votantes.
Por sua vez, o ministro Moraes, vice-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), precisará, em 2027, convencer os seus pares, eleitores únicos, a manter a tradição de o vice tornar-se presidente eleito.
A atrapalhar ambas as candidaturas existe o fantasma aterrorizante do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso cautelarmente desde 17 de novembro passado.
Vorcaro enlaçou o supremo ministro Moraes e o senador Flávio Bolsonaro. Enlameou a ambos.
O candidato Flávio foi buscar o dinheiro sujo de Vorcaro para patrocínio do superfaturado filme laudatório sobre o pai Jair, ex-presidente condenado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes graves.
Até agora, Flávio, íntimo de Vorcaro a ponto de tratá-lo como irmão e prometer apoiá-lo sempre, não prestou contas.
Na verdade, ficou na promessa. Pelo colocado na sabatina do Jornal Nacional, o candidato Flávio não irá apresentar as referidas contas, embora exista forte suspeita de desvio de dinheiro aos EUA, até para sustento do irmão Eduardo, em autoasilo dourado e dedicação integral para tramar contra o interesse do Brasil, junto ao governo americano do presidente Donald Trump.
Moraes, pelo que já se suspeitava (e agora os indícios ganham lastro de suficiência) manteve promíscua relação com Daniel Vorcaro, antigo dono do banco Master.
Promiscuidade que gera suspeitas de crime de advocacia administrativa, corrupção e exploração de prestígio, colocando em jogo a celebração de um contrato advocatício com o escritório da esposa, no valor de R$ 131milhões.
Quanto ao contrato, a novidade no noticiário seria o conhecimento prévio de Moraes e, ética de lado, a sua concordância com a celebração do contrato. Lógico, esquecida por Moraes a velha lição do imperador Júlio Cesar com relação à sua esposa Pompeia: não bastava ser ela honesta, precisava, aos olhos do povo, parecer honesta.
No que tange ao candidato Flávio Bolsonaro, esborrifou abundantemente lama formadora de nódoa irremovível no seu currículo conhecido de ilicitudes, de rachadinhas a ligações com milícias.
Importante. O supremo ministro Moraes pode estar a manchar a história do STF, além de sua própria toga.
Os eleitores darão resposta a Flávio Bolsonaro. Mas, o espírito corporativo poderá livrar Moraes das investigações.
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