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China está mesmo se desfazendo dos títulos dos EUA? Cresce o ceticismo sobre a tese

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China está mesmo se desfazendo dos títulos dos EUA? Cresce o ceticismo sobre a tese

Como muitos em Wall Street, Vitaliy Liberman, da DoubleLine, acostumou-se a acompanhar de perto a participação estrangeira na dívida pública americana, em busca de sinais de uma retirada mais ampla em retaliação às políticas comerciais de soma zero de Donald Trump.

Mês após mês, porém, ele notou algo peculiar.

Ao analisar a lista de credores estrangeiros, Liberman ficou impressionado com o crescimento acelerado das posições do Canadá, apesar do boicote generalizado a produtos americanos em meio à guerra tarifária entre os dois países.

Ao todo, o país acumulou discretamente quase US$ 600 bilhões em Treasuries e títulos lastreados por agências federais de habitação, mais de quatro vezes o volume registrado cinco anos antes.

Intrigado, Liberman, especialista em títulos hipotecários, começou a perguntar a participantes do mercado o motivo dessa alta.

A resposta, para sua surpresa, era sempre a mesma.

“Os profissionais mais experientes de Wall Street diziam: ‘Não é o Canadá.

É o outro Canadá’”, afirmou.

E, segundo ele, por “outro Canadá” entendia-se a China.

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As reservas chinesas em títulos do Tesouro americano caíram pela metade, para US$ 618 bilhões.

A participação em títulos hipotecários garantidos pelo governo federal também recuou quase 50% desde o início de 2024, ano em que Trump foi reeleito.

A retirada de um dos maiores credores dos EUA é uma preocupação recorrente no mercado de títulos, onde a tese de um movimento conhecido como “Sell America” ganhou força em diferentes momentos dos últimos dois anos.

O choque inflacionário provocado pela guerra com o Irã aumentou a pressão sobre o mercado de renda fixa nos últimos sete meses, ajudando a elevar o custo de financiamento de longo prazo do governo americano ao maior nível em quase 25 anos.

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