Anvisa bate recorde de análises em 2026 e elimina passivo de radiofármacos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou, nos dez meses de 2026, os maiores índices de produtividade e de deliberações de sua série histórica nas filas de análise de medicamentos sintéticos, produtos biológicos e radiofármacos, superando a marca de 2018.
A informação foi antecipada com exclusividade por Daniela Marreco Cerqueira, diretora da agência, ao Futuro Talks , em edição que vai ao ar no dia 26 de outubro.
De janeiro a outubro, a agência concluiu 405 petições de registro de medicamentos sintéticos, acima das 399 contabilizadas em todo o ano de 2018.
A quantidade é quase o dobro das 204 saídas registradas em 2025.
Na prática, o balanço mostra uma virada de ritmo na agência, que começou a encurtar a fila de espera.
Se em 2025 a Anvisa tinha capacidade de analisar metade dos pedidos que recebia, em 2026, analisou 40% a mais do que o volume de novos pedidos recebidos.
Segundo a Anvisa, o passivo de radiofármacos foi eliminado.
Esse desempenho se repete também com os medicamentos biológicos e radiofármacos.
Nos primeiros dez meses de 2026, foram concluídas 84 petições de registro, volume superior ao de qualquer ano completo desde 2017.
O resultado também supera a soma de 2024 e 2025, quando a agência contabilizou 75 saídas.
Já o número de entradas foi de 56.
A redução das filas de análise é uma das prioridades da atual gestão da Anvisa.
Em entrevista ao Futuro da Saúde, em maio, o diretor-presidente da agência, Leandro Safatle , afirmou que haviam sido estruturadas 111 ações para enfrentar o problema, incluindo mudanças na gestão dos processos, reforço de equipes e melhorias tecnológicas.
A expectativa anunciada pela agência era normalizar o andamento dos pedidos até o fim de 2026.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.