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Como biomarcadores sanguíneos podem ajudar a redesenhar o futuro do Alzheimer

Futuro da Saúde ·

O avanço da medicina tem transformado a forma como muitas doenças são diagnosticadas e tratadas.

Na neurologia, uma das ferramentas que começa a mudar o paradigma da doença de Alzheimer são os biomarcadores sanguíneos.

Por meio de exames de sangue, eles permitem medir proteínas específicas no plasma que indicam alterações biológicas no cérebro antes ou durante o declínio cognitivo.

Hoje utilizados para diagnosticar o Alzheimer, a expectativa é que, no futuro, possam ajudar a avaliar a resposta do paciente ao tratamento e também identificar pessoas suscetíveis à doença antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas.

Esse potencial pode abrir perspectivas para intervenções capazes de retardar ou possivelmente prevenir a doença, afirma Suzanne Schindler, neurologista e pesquisadora do Knight Alzheimer Disease Research Center, que conversou com o Futuro da Saúde sobre os avanços no diagnóstico e as novas perspectivas de tratamento .

O Alzheimer é o tipo de demência mais comum na população e está ligado ao acúmulo de proteínas tóxicas no cérebro, com a formação anormal de placas de proteína beta-amiloide e emaranhados de proteína tau.

“Chegamos a um ponto em que esses exames de sangue de biomarcadores possuem alta precisão e estão clinicamente disponíveis”, diz a pesquisadora.

Hoje, eles são uma das possibilidades de diagnóstico, que antes só poderia ser feito com exames como PET-scan, análise do líquido obtido por punção lombar, ressonância magnética e outros testes.

Restam desafios, como a preparação dos profissionais de saúde para a interpretação desses exames.

Na conversa, a neurologista conta que seu laboratório tem trabalhado para testar o uso de biomarcadores para acompanhar a eficácia do tratamento do Alzheimer na eliminação de placas de amiloide, algo que atualmente só pode ser medido por exames de PET-scan.

Outra possibilidade no radar das pesquisas científicas é o uso da ferramenta para diagnóstico mais precoce.

“Se os resultados desses estudos forem positivos, poderíamos prevenir o surgimento dos sintomas, o que seria muito mais eficaz do que tratar o Alzheimer quando a doença já está instalada”.

Suzanne também falou sobre os desafios de acesso às tecnologias de diagnóstico e o futuro dos tratamentos para Alzheimer.

Uma série de estudos está em andamento, com o objetivo de avaliar diferentes mecanismos de ação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.

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