Trump diz estar revisando posição dos EUA sobre soberania das Malvinas
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O presidente Donald Trump disse nesta segunda-feira (31) que não descarta revisar a posição de neutralidade de seu país em relação à soberania das Ilhas Malvinas.
Os Estados Unidos reconhecem que o Reino Unido administra de fato o arquipélago, mas não se pronunciam estritamente sobre a sua soberania, reivindicada pela Argentina , hoje governada pelo seu aliado Javier Milei .
O governo Trump estaria disposto a revisar essa posição, a fim de pressionar o Reino Unido a aumentar seus gastos militares, indicou na semana passada o jornal britânico Daily Telegraph.
"Sempre reviso cada posição, essa é apenas uma de muitas", disse Trump na Casa Branca, ao ser questionado por jornalistas sobre o assunto. Indagado se gostaria que o governo do novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham , aumentasse seus compromissos de gastos atuais, o americano respondeu que "o Reino Unido tem alguns problemas, mas eles serão resolvidos".
Em abril, quando surgiram os primeiros rumores sobre uma possível revisão após o vazamento de um email sobre o tema , o Departamento de Estado americano disse que sua posição sobre as ilhas continuava sendo de neutralidade. Mas a revisão do Pentágono, que busca fazer com que os aliados dos EUA alcancem um objetivo de gastos com defesa de 5%, colocaria essa postura em xeque.
Questionado pela Reuters sobre o email na ocasião, o secretário de Imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, repetiu o que Trump vinha afirmando. "Apesar de tudo o que os EUA fizeram por nossos aliados da Otan, eles não estiveram presentes para nós", afirmou.
"O Departamento de Guerra garantirá que o presidente tenha opções viáveis para assegurar que nossos aliados deixem de ser apenas figuras decorativas e passem a fazer a sua parte. Não temos mais comentários a fazer sobre quaisquer deliberações internas a esse respeito", completou.
O contexto não era apenas de pressão pelo aumento de gastos militares, mas também de insatisfação do republicano com aliados ocidentais que não se juntaram a Washington na guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro.
Inicialmente, Londres , ainda sob Keir Starmer , vetou o uso de bases militares britânicas pelos EUA no conflito, mas depois mudou de posição.
Quatro décadas após o conflito, a tensão entre Reino Unido e Argentina continua alta. A guerra deixou 649 argentinos, 255 britânicos e 3 habitantes das ilhas mortos.
Inicialmente, o então presidente americano, Ronald Reagan, adotou uma postura neutra, mas, após o fracasso das negociações de paz, Washington forneceu apoio militar e de inteligência ao Reino Unido.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.