Driblando tarifas dos EUA, indústria odontológica avança na Europa e AL
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O setor de odontologia nacional registrou expansão em julho, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO) obtidos pelo Radar . No sétimo mês de 2026, o segmento liderou o avanço das exportações de dispositivos médicos , registrando crescimento de 11,78%. Além disso, apresentou a menor dependência de importações no período, com queda de 33,21% na comparação com julho de 2025.
“A indústria brasileira buscou alternativas em mercados já consolidados e com potencial de crescimento”, afirma a gerente de Projetos e Marketing da ABIMO, Larissa Gomes. Esse movimento ocorreu devido à necessidade de contornar as barreiras tarifárias impostas pelo governo dos Estados Unidos e resultou na consolidação de parcerias na Europa e América Latina, a exemplo da Suíça e do México , que elevaram as compras de produtos odontológicos brasileiros em 69,79% e 41,76%, respectivamente.
Somados instrumentos e aparelhos odontológicos, produtos para higiene bucal e materiais utilizados em obturações, esses itens representaram 55,48% das vendas ao exterior em julho. A ABIMO destaca que a indústria brasileira também envia para os parceiros comerciais outros produtos como scanners intraorais, ultrassons e equipamentos de raio-X, além de anestésicos, resinas, instrumentos cirúrgicos, implantes e próteses.
Quanto à redução das aquisições de produtos do exterior, a entidade que representa a indústria brasileira de produtos para a saúde atribui o resultado a um movimento gradual de substituição de importações pela produção nacional , caso dos ácidos utilizados em preparações odontológicas, que lideravam o volume importado em julho de 2025 e tiveram queda de 99,9% no mesmo mês de 2026.
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