Bradesco propõe equacionar dívida da Invepar e quer novo CEO no aeroporto de Guarulhos
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
O Bradesco apresentou aos fundos de pensão que controlam a Invepar —empresa administradora de ativos de infraestrutura , como o Aeroporto de Guarulhos e a Linha Amarela , no Rio— uma proposta para alongar os vencimentos da dívida e mudar a governança da companhia.
As informações sobre a proposta estão em um documento de um dos fundos de pensão acionistas obtido pela Folha .
Desde o ano passado, a Invepar enfrenta dificuldades de honrar débitos com seus credores e chegou paralisar os pagamentos. Ela acumula uma dívida de cerca de R$ 1,4 bilhão, entre débitos com bancos e com seus acionistas.
Além de acionistas, os fundos de pensão dos funcionários da Petrobras (Petros), do Banco do Brasil (Previ), da Caixa (Funcef) são também detentores de debêntures (títulos de dívida privados) emitidas pela companhia. Os fundos já aceitaram alongar o pagamento de R$ 442 milhões em debêntures que venceriam em agosto para dezembro.
A proposta do Bradesco, que integra o grupo de credores bancários junto com BB, Itaú e BTG, envolve adiar o pagamento do principal da dívida em debêntures para a próxima década, além de indicar o CEO da companhia.
O Bradesco formalizou a proposta por meio de um memorando de entendimentos em junho e pediu prazo de mais 60 dias de exclusividade, que tem previsão de encerramento em agosto. Até o momento, não teve resposta definitiva. O banco ofereceu viabilizar a compra de R$ 200 milhões em ações da Invepar, o que poderia levá-lo a deter 25% do capital da Invepar. Os fundos teriam a participação diluída.
Outros R$ 655 milhões em debêntures teriam vencimento postergado para 2033, podendo ser convertidos em participação a depender do aceite dos acionistas. Em meio ao processo de reestruturação de dívidas, a Invepar também pretende emitir novas debêntures (títulos de renda fixa) com vencimento em 2031.
Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.
Em troca, a demanda do Bradesco é ganhar um assento no Conselho de Administração da Invepar, que passaria a ter cinco membros, o comando da Invepar, o direito de indicar o diretor financeiro e a estruturação para a escolha de um novo CEO para o Aeroporto de Guarulhos.
Procurado, o Bradesco afirmou que "todas as tratativas seguem sob acordo de confidencialidade e o banco não comenta assuntos específicos de clientes".
Os fundos de pensão, no entanto, estão divididos sobre a proposta. Segundo pessoas a par das negociações, a Previ teria aceitado o acordo, já a Petros teria pedido mais explicações ao Bradesco. Uma das razões de crítica da Petros é que a análise do valor da Invepar, estimada em R$ 600 milhões, é considerado baixo.
Até o momento, os fundos concordaram apenas sobre o adiamento do pagamento das debêntures, neste ano. A Invepar alegou que, caso isso não ocorresse, haveria risco de default (cobrança antecipada da dívida dos bancos).
Os fundos divergem, porém, sobre autorizar um aumento de capital da Invepar de até R$ 1,5 bilhão, o que comportaria a oferta do Bradesco. Previ aceitou esse ponto. Petros e Funcef foram contra.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.