Pesquisa revela quando a autenticidade pode jogar contra os líderes
Historicamente, ser um líder forte significava ser invulnerável e estoico, sem demonstrar sinais de fraqueza.
Nos últimos anos, porém, líderes passaram a adotar a ideia de que apresentar uma versão autêntica de si mesmos aos funcionários pode trazer uma série de benefícios, incluindo o fortalecimento do desempenho e da criatividade das equipes.
O conselho tradicional para líderes que desejam ser vistos como autênticos é se abrir, admitindo uma dificuldade ou revelando um infortúnio pessoal.
A lógica por trás disso é que revelar um infortúnio tem um custo pessoal, já que expõe algo desfavorável.
Líderes dispostos a assumir esse custo são vistos como pessoas que não têm nada a esconder.
Como resultado, essas revelações autênticas ajudam a construir confiança entre quem compartilha a informação e seus funcionários.
Mas, em nossa nova pesquisa, descobrimos que nem todas as revelações custosas são percebidas como igualmente autênticas.
Algumas, inclusive, podem ter o efeito contrário.
Em 10 experimentos com mais de 2 mil participantes nos Estados Unidos e no Reino Unido, testamos como as pessoas reagem a diferentes tipos de revelações desfavoráveis.
Descobrimos que o fator decisivo é a escolha.
Os participantes reagiram de forma mais positiva quando aquilo que o líder compartilhava demonstrava que ele havia exercido sua própria agência.
Por exemplo, contar que o carro quebrou antes de uma apresentação importante parece menos autêntico do que contar que você decidiu fazer a apresentação sem nenhum slide, mesmo que ambas as situações tenham tido consequências negativas.
Para líderes que precisam decidir o que compartilhar, a lição é que o sinal de autenticidade vem não apenas do quão desfavorável é uma revelação, mas também das escolhas que estão por trás dela.
Para ajudar líderes a fazer isso da forma correta, apresentaremos os três tipos de revelações analisados em nossa pesquisa e os efeitos de cada um sobre os funcionários.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.