Amisadai Andrade nega integrar 'gabinete do ódio' ligado ao governo de PE e presta queixa na PF por suposta adulteração em vídeo
Advogado de Amisadai Andrade presta queixa de notícia-crime na Polícia Federal, no Recife Reprodução / WhatsApp A defesa do servidor exonerado por suspeita de integrar um "gabinete do ódio" ligado ao governo de Pernambuco foi à Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (1º) pedir uma investigação sobre o caso.
Amisadai Andrade da Silva negou fazer parte de uma estrutura coordenada para atacar adversários políticos da governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição.
Também afirmou que o vídeo em que ele aparece conversando sobre o suposto esquema tem indícios de adulteração.
Amisadai Andrade da Silva é empregado concursado da Caixa Econômica Federal e estava cedido ao governo de Pernambuco para exercer o cargo de superintendente de operações da Arena de Pernambuco, vinculada à Secretaria de Turismo e Lazer. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Ele foi exonerado na quarta-feira (26), um dia após a exibição de uma reportagem da TV Record denunciando o suposto "gabinete do ódio" que atacaria adversários da governadora, em especial João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife e candidato ao governo de Pernambuco.
A defesa de Amisadai prestou formalmente a queixa por meio de uma notícia-crime, em um prédio da Polícia Federal, no Centro do Recife.
O advogado Luiz Rocha, que representa o ex-servidor, entregou documentos, protocolou a denúncia e conversou com a imprensa.
Agora no g1 De acordo com ele, a investigação ficará sob segredo de Justiça.
Amisadai não compareceu no momento da queixa.
Ele está no centro de uma disputa judicial entre Raquel Lyra e João Campos, já que ambos os candidatos afirmaram ter acionado a Justiça Eleitoral pedindo investigações.
Segundo a reportagem da TV Record, o suposto "gabinete do ódio" seria financiado com recursos públicos, e utilizaria perfis digitais para difamar opositores políticos.
Um vídeo exibido pela matéria mostra Amisadai afirmando que teria sido "enxergado" pelo governo como um canal para "desidratar" João Campos.
O advogado, contudo, diz que seu cliente não reconhece todas as falas apresentadas na gravação, e quer que o material seja periciado pela Polícia Federal.
Ele não soube informar quais frases Amisadai não reconhece.
"Ele acredita que não pronunciou algumas frases que foram colocadas, e acredita que, pelo menos, deve ter havido manipulação do áudio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pernambuco.