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STJ mantém prisão do tenente-coronel da PM de SP acusado de matar esposa

Jovem Pan ·
STJ mantém prisão do tenente-coronel da PM de SP acusado de matar esposa

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca manteve a prisão de Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo , em decisão liminar publicada nesta segunda-feira (31). Geraldo Neto é acusado de ter cometido feminicídio contra a mulher dele , a também PM Gisele Alves Santana, em fevereiro de 2026.

Fonseca é o relator do caso no STJ. Na liminar, o magistrado avaliou ser necessário manter a prisão cautelar em razão do risco de interferência na produção das provas e dos indícios de que o militar teria tentado eliminar vestígios e alterar o local onde a mulher foi encontrada morta.

O tenente-coronel foi denunciado pelos crimes de feminicídio e fraude processual . A investigação aponta que, no dia 18 de fevereiro, Geraldo teria segurado a companheira e atirado na cabeça dela após uma discussão . Posteriormente, ele teria deitado o corpo de Gisele no chão e alterado a cena do crime para simular um suicídio, colocando a arma do crime na mão da vítima .

Ao STJ, a defesa do tenente-coronel defendeu a aplicação de medidas cautelares mais brandas que a prisão. Os advogados do réu alegaram que o oficial estaria cooperando com as investigações , além de já ter passado à reserva na PM.

Contudo, Fonseca apontou que o decreto prisional está baseado na conveniência da instrução criminal e destacou que, além de o militar ocupar posição elevada na hierarquia da PM, o processo conta com diversos policiais arrolados como testemunhas .

Ao negar a liminar, o relator ressaltou que “é imprescindível uma análise mais aprofundada dos elementos de convicção dos autos, para se aferir a existência de constrangimento ilegal”. O mérito do pedido de habeas corpus feito pela defesa ainda será julgado pela Quinta Turma .

A ação penal que apura os fatos tramita na 5ª Vara do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista . Em abril de 2026, o ministro do STJ estabeleceu a competência do tribunal do júri de São Paulo para julgar o caso.

Geraldo Neto foi preso um mês depois do crime , em 18 de março, em São José dos Campos, por determinação da Justiça Militar, após investigação conduzida pela Corregedoria da PM. Atualmente, o réu está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital .

O tenente-coronel sempre negou o crime e sustenta que Gisele teria cometido suicídio após receber a notícia de que o marido queria a separação . A versão é contestada pelos investigadores.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.

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